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'Verdade começa vir à tona', afirma Pollon

Deputado relata demissão de ministro do GSI como evidência

20 de abril 2023 - 08h00 Por Redação Douranews
'Verdade começa vir à tona', afirma Pollon Lula escolheu pessoalmente o chefe do GSI — Reprodução

A imprensa divulgou imagens que mostram o ministro do GSI do atual Governo, general Gonçalves Dias, no Palácio do Planalto durante o dia 8 de janeiro. A cena vem um dia após o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco adiar, mais uma vez, a sessão na qual seria instalada a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPMI) para apurar os atos. Indignado, o deputado federal Marcos Pollon disse que agora está explicado o porquê de tanto sigilo e destacou que continuará lutando pela verdade.

As imagens do circuito interno do Palácio do Planalto no dia 8 de janeiro mostram ainda um capitão do Exército do GSI dando água e apertando a mão das pessoas que participavam do ato, cumprimentando e indicando a saída. “Um auxílio amigável para as pessoas se deslocaram dentro do prédio”, satirizou Pollon. Para o deputado, “é a prova de que a verdade começa a vir à tona, o porquê esse desgoverno não quer a CPMI”.

Há mais de um mês foi colhida a quantidade de assinaturas suficientes para que seja autorizada a criação da CPMI. No entanto, a investigação ainda não tem data para começar e é alvo de pressão dos parlamentares. "A gente vem há muito tempo lutando para instalar essa CPMI, para verificar o que aconteceu no dia 8. Qual foi o nível das artimanhas envolvidas e qual o nível de comprometimento das autoridades constituídas que deveriam cuidar para que aquilo não acontecesse. Por que foi leniente e permissivo? De quem é a responsabilidade? Nós queremos essas respostas. Porque o Governo está colocando sigilo nessas imagens e se recusando a passar para a Câmara as informações das câmeras de segurança", disse Pollon.

O deputado sul-mato-grossense criticou o posicionamento da presidência do Congresso, que se assemelha ao do Governo Federal, de que os atos já estariam sob investigação da Polícia Federal. “Colhemos mais do que o número de assinaturas necessárias, mas desde então o presidente do Congresso Nacional vem protelando e tentando, a todo custo, suspender a sessão com várias artimanhas, como denúncias de compra a deputados com emendas para tirarem assinaturas, pressão de todo tipo, inclusive ameaças”.

Nesta terça-feira (18) mais uma vez, Rodrigo Pacheco impôs a condição de ter quórum para a sessão. “Nós tínhamos 30 minutos para assegurar o quórum mínimo para abertura dos trabalhos, 86 deputados e 14 senadores. Nós ultrapassamos e muito o número pedido. Então o presidente voltou atrás, tirou o seu compromisso da mesa e suspendeu sem qualquer motivo. Pelas normas regimentais, ele tinha a obrigação de instaurar, mas, infelizmente, mais uma vez, ele se mostra como um arauto do Governo Federal e prejudica terrivelmente as atividades do Congresso, da Câmara e do Senado”, enfatizou Pollon.

A promessa, segundo o deputado, é que para semana que vem eles façam a leitura e instauração da sessão do Senado. “O problema é que estão tentando tirar assinaturas em blocos. Ao que tudo indica, eles tentarão mais uma vez, mas nós lutaremos, a verdade já está vindo à tona”, concluiu Pollon. No final do dia, o Palácio do Planalto confirmou a demissão do general Gonçalves Dias do cargo em que foi indicado por escolha pessoal do presidente Lula.