Aparecida Graciano de Souza confessou o crime e foi presa em flagrante — Polícia Civil
Aparecida Graciano de Souza, suspeita de matar com veneno de rato e esquartejar o marido Antônio Ricardo Cantarin, de 63 anos, disse que está ‘extremamente abalada’ com o crime. A mulher teve a prisão preventiva decretada e foi transferida para o Presídio Feminino de Três Lagoas (MS), onde ficará até a conclusão do inquérito.
De acordo com a polícia, os restos mortais de Antônio foram encontrados dentro de uma mala e sacos de lixo, na BR-158. O restante do corpo da vítima foi encontrado em um congelador, utilizado para armazenamento de alimentos, para venda de lanches. Em depoimento, Aparecida negou envolvimento com o crime, mas depois de se contradizer com as informações, confessou o homicídio.
Em nota, a defesa da suspeita negou que o motivo do crime tenha sido o estado de saúde da vítima. Segundo os advogados, Aparecida está “extremamente abalada com a situação” e precisa de atendimento psicológico dentro da unidade prisional.
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Antônio Ricardo Cantarin foi assassinado pela esposa — Foto: Arquivo Pessoal
A mulher vai responder por homicídio qualificado por envenenamento, destruição e ocultação de cadáver.
Relato da família
“Dói pensar no quanto ele sofreu”. O desabafo é de Márcia Dias, sobrinha de Antônio Ricardo Cantarin.
Muito emocionada, Márcia disse que o tio era alegre e "carinhoso com toda a família". Segundo ela, a vítima sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) há mais de dez anos e tinha dificuldades de locomoção.
“Meu tio sempre foi uma pessoa alegre e carinhosa com toda a família. Mesmo com as limitações do AVC, ele nunca reclamava de nada. Dói muito pensar no quanto ele sofreu e a tortura que passou com esse crime bárbaro”.
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Partes do corpo da vítima foram encontradas às margens de rodovia. — Foto: PCMS/Reprodução
A sobrinha relatou que Antônio começou a se relacionar com a suspeita há pouco mais de dois anos. De acordo com Márcia, nos últimos meses a vítima estava distante da família, que se surpreendeu com o crime. A suspeita disse em depoimento à polícia que estava "cansada de cuidar" do marido.
“Ele foi casado por mais de 30 anos e ficou viúvo. Um tempo depois conheceu essa mulher e se casaram. Ela sabia que ele tinha algumas sequelas e quis ficar com o meu tio. Alguns parentes alertaram que ela não tinha paciência, mas nunca passou pela nossa cabeça um crime como esse”.
O crime
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Corpo estava em mala. — Foto: PCMS/Reprodução
O crime começou a ser investigado, no dia 25 de maio, quando um homem encontrou às margens da rodovia a mala com os restos mortais da vítima, de 63 anos. Após receber a informação, a polícia e perícia técnica foram até ao local e encontraram apenas o tronco da vítima dentro da mala.
Depois de conversas com vizinhos, os investigadores chegaram até a esposa do homem morto. Em depoimento, a mulher esboçou nervosismo e negou envolvimento com o crime, mas depois de se contradizer com as informações, confessou o homicídio.
À polícia, a suspeita relatou que deu veneno para ratos para o marido e, depois, sem saber o que fazer com o corpo, o esquartejou.
"A suspeita confessou que em um momento de estresse cometeu o delito. Durante o depoimento, a mulher poucas vezes demonstrou arrependimento. Foi muito fria no depoimento. A vítima necessitava de cuidados especiais, e, em depoimento, a suspeita disse que estava 'cansada de cuidar' do marido", comentou o delegado Felipe Rocha.