ministra cida
A ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, garantiu nesta quinta-feira (27), durante participação no programa “Bom dia, Ministra” endurecer as ações do Governo Federal para enfrentar a violência contra as mulheres, especialmente durante o Carnaval, além de reforçar a luta por igualdade salarial e a presença feminina na política.
“Onde nós pudermos chegar para falar com toda a população, estaremos lá, exatamente para dizer que festa é festa e as mulheres têm que estar vivas, têm o direito de viver, de ter autonomia econômica, igualdade salarial. As mulheres têm o direito de ser felizes e têm o direito de estar onde quiserem, no carnaval, no forró e no estádio de futebol”, reforçou.
Uma das ações da pasta é a campanha permanente “Feminicídio Zero — Nenhuma violência contra a mulher deve ser tolerada”, que busca conscientizar a população sobre a importância de combater a violência de gênero. Cida Gonçalves destacou a mobilização durante o Carnaval do Rio de Janeiro, em que peças da campanha serão expostas em diversos espaços do Sambódromo da Sapucaí. As mensagens chegarão a mais de 5 milhões de pessoas que passarão pelo espaço durante os dias de Carnaval.
“A discussão e o debate estavam sendo feitos nos ensaios e nas comunidades desde novembro. Agora é chegar dando o recado, porque a mobilização do Feminicídio Zero é uma forma de tentar contactar homens e mulheres que não estão no debate todos os dias sobre a questão da violência, da agressão, que às vezes acham que encostar é normal, que passar a mão na mulher é normal. Estamos ali para dizer que não, não é normal”, frisou.
Outro tema abordado pela ministra foi a necessidade de proteção para mulheres trans. Cida Gonçalves enfatizou que o tema é um desafio, mas que o Ministério tem atuado para promover políticas afirmativas. “Precisamos conscientizar a população, porque as mulheres trans sofrem preconceito de toda a sociedade, de homens e mulheres, e temos que trabalhar com essa perspectiva. O Ministério das Mulheres tem discutido e tem trabalhado com várias associações, exatamente porque precisamos fazer uma campanha de não preconceito e não discriminação”, disse.
Força-Tarefa em MS
Durante a entrevista, a ministra também comentou sobre casos graves de feminicídio, como o da jornalista Vanessa Ricarte, em Mato Grosso do Sul. Cida citou falhas no atendimento e destacou a força-tarefa do estado para analisar mais de 6 mil boletins de ocorrência. Junto com a ONU Mulheres, a pasta irá lançar também um serviço de monitoramento sobre o funcionamento das Casas da Mulher Brasileira.
“A partir desse monitoramento vamos estabelecer quais são as regras, quais são as diferenças que têm que ser colocadas, não apenas nos serviços da Casa da Mulher Brasileira, mas em todos os serviços especializados”, explicou.
A ministra ressaltou que, em 2025, serão implementados mais 11 Centros de Referência da Mulher Brasileira, uma alternativa para cidades menores, que oferece serviços essenciais, mas com menor custo. “O Centro de Referência é menor, tem até três serviços, que é o atendimento psicossocial, o serviço jurídico e o serviço da Patrulha Maria da Penha, com baixo custo para as prefeituras, para que nós possamos chegar em todos os municípios brasileiros”, detalhou Cida.
Já sobre a Casa da Mulher Brasileira (CMB), outro foco de expansão do Governo Federal, a ministra ressaltou as 27 unidades que já estão em fase de construção. O objetivo é concentrar os serviços necessários para o atendimento das mulheres em situação de violência e evitar que elas passem por um longo e burocrático processo.