O Brasil volta à quadra na quinta, às 18h (de Brasília), para encarar as sul-coreanas. O SporTV transmite ao vivo, e o GLOBOESPORTE.COM acompanha tudo em Tempo Real. As americanas pegam a China antes do jogo do Brasil, às 16h. A chave B tem ainda Turquia e Sérvia. Na A estão Rússia, Japão, República Dominicana, Itália, Grã-Bretanha e Argélia.
A torcida na Arena de Vôlei de Londres estava dividida, com muitas bandeiras dos dois países, e gritaria à vontade para os dois lados. Com atraso de meia hora, o jogo já começou com um rali. E numa linda largadinha de Sheilla, o Brasil saiu na frente. O segundo ponto verde-amarelo também veio numa largada, de Fernandinha, mas o equilíbrio logo deu as caras. As brasileiras viram as rivais abrirem 6/4, mas viraram para 8/7 na primeira parada técnica.
Na volta, o placar foi a 9/7, mas a força verde-amarela se esgotou aí. As americanas passaram a controlar o jogo e, sem encontrar resistência no bloqueio, esticaram o conforto na primeira parcial. Com um ataque de Larson pela ponta, fim de papo: 25/18.

Kobe relaxado
No intervalo para o segundo set, o telão do ginásio mostrou Kobe Bryant, astro da seleção americana de basquete, que foi à arena ver as compatriotas do vôlei e sentou-se no meio da torcida. A expressão tranquila do astro da NBA era a tônica de um jogo tranquilo para o seu país.
Com a bola no ar de novo, o panorama se manteve. Os EUA foram para a parada técnica com 8/5 na manga, e daí em diante o abismo só aumentou. O Brasil não conseguia se encontrar, e o placar logo pulou para 16/7. Quando as americanas chegaram a 20, as brasileiras só tinham metade disso. Larson e Hooker continuavam castigando a defesa verde-amarela, e não foi difícil chegar aos 25/17 com mais uma ataque de Hooker.
O primeiro bloqueio do Brasil no jogo veio no início do terceiro set, com Sheilla. Quando a equipe fez 5/3, num ataque de Paula, a atacante sentiu dores no pé direito após. Agachou-se, mancou um pouco, mas foi para o saque. Caprichou, a recepção americana foi ruim, e o ataque para fora deu a até então inédita vantagem de três pontos para as meninas de Zé Roberto: 6/3, que se transformaram em 8/3 na parada técnica.
Adenízia chamou a torcida, que respondeu gritando nas arquibancadas. Na quadra, os EUA apertaram, mas o Brasil segurava bravamente os dois pontos de vantagem. Durou pouco. Com o bloqueio forte, as americanas viraram ainda antes da segunda parada: 16/15. Desta vez, no entanto, o time de amarelo manteve a cabeça no lugar. Com um belo bloqueio de Fabiana, a vantagem chegou a 23/21. Paula ainda pisou na linha no saque e entregou um ponto de graça, mas a vitória no set veio com Thaisa, numa bola dividida na rede: 25/22.

O quarto set viu as americanas retomando o controle logo no início, quando abriram 8/5. O Brasil ensaiou uma reação, cortou para um ponto, mas viu as rivais abrirem 16/12. Quando a diferença caiu para dois, o técnico Hugh McCutcheon chamou suas meninas para conversar. Deu certo, e a diferença logo pulou para quatro de novo. Aí foi a vez de Zé Roberto parar o jogo.
Mas já era tarde. Bastou aos Estados Unidos segurar a dianteira e conduzir a partida até o fim. Com a segunda vitória nas Olimpíadas, a equipe segue mais favorita do que nunca. Para o Brasil, fica o alerta de que será preciso subir alguns degraus para chegar ao bicampeonato.