Ao vencer o confronto de quartas de final da categoria até 68kg, o brasileiro Diogo Silva avisou que não iria "tremer na base" na semifinal do taekwondo nas Olimpíadas de Londres 2012, mesmo que tivesse de enfrentar o atual vice-campeão mundial, Mohammad Bagheri Motamed, do Irã.
Ele não estava brincando: mesmo à beira da eliminação, em desvantagem de 5 a 1 com 6 segundos restando para o final, o paulista cresceu, acertou um belíssimo golpe rodado na cabeça e levou a luta para o golden score (morte súbita). Sem pontuar, porém, Diogo Silva acabou derrotado na decisão dos árbitros e relegado à disputa da medalha de bronze, contra o vencedor da repescagem.
Saiu do ringue mancando, revoltado com a decisão. Chegou a cogitar entrar com recurso, mas isso não seria possível. “O Irã dá até petróleo para ele. Estamos falando de astro, como Kobe Bryant, LeBron James. Toda fonte de recursos de lá vai para o taekwondo. Lutei contra o Neymar praticamente. Foi o árbitro que tomou a decisão. Não perdi a luta. Numa semifinal de Jogos Olímpicos, seria melhor o árbitro rever, analisar melhor e não tomar a decisão com emoção”, reagiu o brasileiro.
Sempre crítico, Diogo fez um discurso. Lembrou que o taekwondo é um dos dois principais esportes do Irã - o outro, o levantamento de peso -, e que Mohammad é um astro no país. Com informações do Globoesporte.com