A primeira colocação geral na fase de grupos da Copa Libertadores é algo cobiçado por qualquer equipe que entre na competição, já que dá a vantagem de decidir em casa os confrontos de mata-mata da etapa seguinte, além de possibilitar como adversário nas oitavas de final o time de pior campanha entre os classificados. Para Tite, porém, ter a torcida lotando o estádio e enfrentar a equipe que se classificou em 16º no geral não é grande coisa no torneio continental, grande objetivo do Corinthians no primeiro semestre de 2012.
"O primeiro já perdeu para o 16º, as equipes todas têm um peso muito forte", minimizou o treinador, já pensando no confronto de quarta-feira (11), contra o Nacional (PAR). "Às vezes tu pega uma chave onde há um equilíbrio técnico mais forte, porque são sorteios, e aí pode ter um enfrentamento (complicado)... mas o mais importante é a equipe a cada jogo se confirmar mais, passar por adversidade. Quer se classificar já no próximo jogo, mas isso não segura o enfrentamento mais fácil".
Os corintianos não precisam olhar muito longe no passado para ver que as palavras de Tite se confirmam. Em 2010, ano do centenário do clube, o time comandado por Mano Menezes fez a melhor campanha da fase de grupos, mas foi eliminado nas oitavas de final contra o Flamengo, que havia se classificado apenas em 16º: o time carioca venceu por 1 a 0 no Rio de Janeiro e perdeu por 2 a 1 no Pacaembu.
O confronto desta quarta contra o Nacional será realizado em Ciudad del Este, cidade paraguaia que fica na fronteira com o Brasil, vizinha a Foz do Iguaçu/PR. E apesar de admitir que espera a torcida corintiana em peso, mesmo se tratando de uma partida fora de casa, Tite também não enxerga benefício imediato para o time no caso de o estádio estar lotado de alvinegros.