O Vasco teve um início de Libertadores frustrante para grande parte dos torcedores que esperavam um comportamento arrasador da equipe carioca. Embalado pelo grande desempenho na Copa Sul-Americana e no Campeonato Brasileiro de 2011, o time não conseguiu repetir as boas atuações nas primeiras rodadas e precisou se recuperar depois para assegurar a classificação.
Ao término da fase de grupos do torneio continental, o Vasco acabou na segunda colocação do Grupo 5, com 13 pontos conquistados. O time brasileiro perdeu a ponta da chave para o Libertad, do Paraguai, que marcou um gol a mais na competição e garantiu a liderança graças aos critérios de desempate.
Mesmo com este panorama, o técnico Cristóvão Borges não lamentou o rendimento ruim no início da temporada e fez questão de ressaltar o desempenho obtido nas últimas rodadas.
"Nossa campanha foi muito boa. O começo foi difícil, pois criamos uma expectativa muito grande sobre a Libertadores e saímos derrotados, dentro de casa, por um adversário que se portou muito melhor que a gente. Para reverter essas dificuldades, nós tivemos maturidade e suportamos bem a pressão. Com esse comportamento nós confiamos que vamos chegar muito longe esse ano", exaltou o comandante.
Parte da irregularidade vascaína na fase de grupos da Libertadores se deve ao fato do clube ter perdido peças importantes ao longo da competição. As constantes ausências de Felipe e Juninho no meio-campo e a grave lesão do recém-chegado Carlos Tenório prejudicaram a escalação do Vasco e forçaram mudanças de última hora no esquema tático pré-definido pela comissão técnica.
Mesmo com a dificuldade em montar o time relacionado para os confrontos da equipe no torneio, Cristóvão Borges negou que o Vasco buscará reforços de peso para a próxima fase e apostou nos jogadores que já se encontram no elenco carioca. Para o treinador, a única alteração no plantel deverá ser feita no ataque, uma vez que a diretoria espera a vinda de um centroavante para substituir o equatoriano contundido.