O “motor” do Atlético-MG não funcionou com toda sua potência neste domingo (2): Ronaldinho Gaúcho conheceu melhor a forma de jogar dos operários corintianos campeões da Libertadores, e mesmo genial em alguns momentos, sumido em outros, a estrela se apagou diante da voluntariedade corintiana na principal partida da rodada pelo Campeonato Brasileiro da Série A.
Tite não optou por uma marcação individual para tentar pará-lo. Ralf e Paulinho, peças-chaves no esquema, alternaram a responsabilidade de contê-lo. Por cerca de 30 minutos, não funcionou. Ronaldinho teve espaço para criar e se movimentar. O Galo só não ficou em vantagem por errar em demasia nas finalizações.
O gol de Paulo André, aos 17 minutos do segundo tempo, foi um duro golpe que atingiu em cheio ao Galo. Nem mesmo as expulsões de Emerson e do técnico Tite, aos 31, fizeram o alvinegro de Belo Horizonte reagir, principalmente pela baixa produtividade de seu principal jogador. Dos pés dele partiu apenas uma finalização, a única, que Cássio defendeu.
Os números, aliás, comprovam a atuação irregular. Além de ter chutado apenas uma vez ao gol, Ronaldinho foi quem mais errou passes em campo - sete no total. Apesar da marcação, não recebeu nenhuma falta dos corintianos e ainda cometeu três. Pelo menos desta vez, a garra superou a técnica. Com informações do Globoesporte