Bruno deixou o estádio do Pacaembu visto como o vilão do Palmeiras na eliminação para o Tijuana, ontem (14) à noite, pelas oitavas de final da Copa Libertadores da América. No entanto, o frango que o goleiro levou no gol que abriu caminho para a vitória por 2 a 1 dos mexicanos não foi a única razão para a desclassificação alviverde.
Há razões muito mais profundas do que a falha bisonha do arqueiro, e muitas delas tiveram origem ainda em 2012, na queda para a Série B do Campeonato Brasileiro. Além disso, o Palmeiras amargou lesões de peças importantes do elenco atual, foi vítima de arbitragens confusas nas duas partidas contra o Tijuana e não teve padrão de jogo neste jogo de volta, no Pacaembu.
Grande parte dos problemas do Palmeiras tiveram início ainda no ano passado, com a queda para a Série B. Com orçamento ainda mais limitado, o clube não conseguiu fazer contratações de peso para a disputa da Copa Libertadores da América e foi esnobado por atletas como o atacante Marcelo Moreno, inicialmente cotado para ser envolvido na transferência de Barcos para o Grêmio.
“O Palmeiras hoje é uma equipe de segunda, terceira divisão. Não está com nada. Eles não têm dinheiro e nem jogador – os atletas que têm são todos fracassados. Não quero que meu filho vá para lá ser um fracassado também”, chegou a disparar Mauro Martins, pai de Marcelo Moreno, em entrevista à Rádio Bradesco Esportes.
Com elenco limitado, o Palmeiras ainda sofreu com baixas importantes para a disputa das oitavas de final da Libertadores: os meias Patrick Vieira e Valdivia, o zagueiro Vilson e o goleiro Fernando Prass. Os quatro atletas, em condições de jogo, seriam titulares nos dois confrontos contra o Tijuana. Especialmente os dois armadores, uma vez que a criação de jogadas nesta terça-feira esteve comprometida.
Agora, o Tijuana vai enfrentar o Atlético-MG na próxima fase da competição. Com informações do Terra