De um lado, seis finais e três títulos de Copa Libertadores. Além de um Mundial Interclubes, duas Recopas e uma Supercopa Sul-Americana. Por isso, o Olimpia é chamado ‘Rey de Copas’, um clube ao qual o Atlético-MG já está credenciado a entrar. Nesta quarta-feira (17), o mítico estádio Defensores Del Chaco, em Assunção, recebe os atleticanos para a primeira decisão de Libertadores da história do clube brasileiro. A chance de conquistar, enfim, o ‘pedigree’ internacional.
A equipe não chegou até esse momento mais importante em mais de 100 anos de história por uma obra do acaso. Definitivamente, não foi uma trajetória acidental. Cuca, com o Cruzeiro, foi o melhor da fase de grupos na Libertadores 2011, mas caiu nas oitavas. Trocou de equipe e, com o Atlético-MG, somou dois títulos estaduais, um vice-campeonato brasileiro após 13 anos e repetiu a dose em seu retorno ao torneio continental.
Melhor campanha da Libertadores 2013, o Atlético-MG está pronto para pôr fim à maldição de que o campeão do torneio não é o de melhor trajetória. Ronaldinho conduziu um time avassalador até as quartas de final. Já nas últimas duas eliminatórias, os atleticanos se reinventaram com mais alma que qualquer outra coisa. Sinal de que é possível repetir o River Plate, único campeão dos últimos 25 anos a ter acabado a fase de grupos em primeiro.
Os sinais que o destino tem enviado também servem de inspiração para o talentoso Cuca, em busca do primeiro título importante. Houve o pênalti defendido por Victor contra o Tijuana-MEX, nas quartas de final, nos acréscimos. Diante do Newell’s, um apagão do estádio Independência no momento mais duro ajudou o Atlético-MG a se reorganizar. No desempate, os atleticanos perderam dois pênaltis, mas ainda assim avançaram por 3 a 2.
Por todo esse contexto positivo, as derrotas de bastidores dos últimos dias não foram absorvidas com tristeza pelo Atlético-MG. Não foi possível fazer o reconhecimento do estádio Defensores Del Chaco, e a finalíssima será jogada no Mineirão, e não no Independência. “Vamos fazer a maior festa da história do futebol brasileiro”, declarou o presidente Alexandre Kalil ao Terra.