Corinthians e São Paulo precisavam se encontrar na Taça Libertadores [o jogo acontece hoje às 21 horas no Itaquerão] para completar a vasta lista de confrontos dos últimos anos, seja dentro ou fora de campo. Era o que faltava para apimentar ainda mais uma disputa que cresce a cada ano. Com o Palmeiras em baixa, Timão e Tricolor atingiram um novo patamar de rivalidade desde a virada dos anos 90 para 2000. A briga por títulos deixou de ser o motivo principal. Do Morumbi a Itaquera, os clubes alimentaram a discórdia e viraram inimigos, como mostra retrospectiva produzida pelo Globoesporte no dia em que os dois paulistas se enfrentam.
Faltou oxigênio
Os efeitos dos 3.600 metros acima do nível do mar de Laz Paz realmente causam estragos a quem vai jogar por lá. Ao menos foi assim com o meia Anderson, do Inter, na noite desta terça-feira (17), na estreia do clube gaúcho na Libertadores. O principal reforço da equipe para a competição sul-americana começou a partida como titular, mas não suportou a altitude. Depois de uma atuação apagada, ele teve de ser substituído aos 30 minutos do primeiro. No seu lugar entrou o atacante Vitinho.
Logo na saída de campo, ele já mostrava que a altitude o prejudicou no jogo. Muito ofegante, Anderson foi logo para o banco de reservas. Sentou e logo teve de usar o tubo de oxigênio que o Inter levou para a beira do gramado para oferecer os jogadores. Só depois de prender a máscara no rosto e respirar por alguns minutos, conseguiu seguir assistindo ao jogo. Dentro de campo, o Inter também sentiu o peso da estreia na altitude e levou 3 a 1 do The Strongest.