O regular time de Tite se mostrou irregular. Na análise do Globoesporte,com, o Timão Errou 44 passes, 12 a mais do que a média no Brasileirão. Alguns desses erros foram tentativas mais "enfeitadas", como definiu o próprio treinador após o jogo. Nas finalizações, teve até quem tentasse marcar de letra (Elias). Pior: diante de tantos erros, a equipe acabou se enervando e dando muito espaço para os contra-ataques.
Aquele Corinthians compacto, que atropelou o Atlético-MG na semana passada, não apareceu para jogar, de acordo com o relato do portal. O que houve foi um "oba-oba". O gol de pênalti de Jadson, aos 14 minutos, deu a impressão de que a vitória seria fácil, mas muitos dos jogadores se mostraram desconcentrados, displicentes até. E o Coritiba, com toda a limitação de quem tem menos da metade dos pontos do Timão no campeonato, não só empatou o jogo como quase virou.
O problema não foi tático. O esquema foi o mesmo de sempre: 4-1-4-1. Mas ainda no primeiro tempo, Tite mexeu suas peças. Mandou Malcom para a direita. Trouxe Jadson para o centro. Pediu para Renato Augusto cair pela esquerda, abrindo espaço para Elias. Vagner Love só teve uma chance e falhou. Ainda assim, o time foi para o intervalo em vantagem, graças ao gol de pênalti, sofrido por Edilson e convertido por Jadson. O único lance de perigo do Coritiba foi num escanteio (cedido de forma bizarra por Gil), em que houve reclamação de um toque na mão de Edilson.
O Corinthians errou como nunca, mas ganhou como sempre. Em sua arena em Itaquera, onde tem mais de 90% de aproveitamento no Brasileirão (46 pontos em 51 possíveis), o Timão "só" precisava vencer o desesperado Coritiba para ficar com uma mão e quatro dedos na taça do Brasileirão. Conseguiu (2 a 1). Mas não com a festa que a Fiel imaginava, concluiu o Globoesporte.