Desde o começo da semana, Tite pediu paciência para o torcedor que fosse à arena na noite desta quarta-feira (2). Para o técnico do Corinthians, o time bem treinado e entrosado do Santa Fe daria trabalho, principalmente pelo forte sistema de marcação.
A torcida ouviu o treinador: foram poucos os sinais de impaciência até os 19 minutos do segundo tempo, quando Guilherme definiu a vitória por 1 a 0 que recolocou o time brasileiro na liderança do Grupo 8 da Libertadores, com seis pontos em dois jogos. A equipe colombiana tem apenas um ponto.
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Mas Tite também foi paciente. Manteve o 4-1-4-1 mesmo com a arapuca armada pelo adversário. O esquema de jogo que fez sucesso no título brasileiro do ano passado continuou em campo mesmo após a debandada de titulares – no começo do ano, com os jogadores que ficaram; agora, com os reforços encaixados.
No primeiro tempo, as duas linhas de quatro jogadores do Santa Fe à frente da própria área pareciam fincadas no gramado de Itaquera.
O Corinthians errou 20 passes no primeiro tempo – 42 no jogo todo, com Guilherme errando mais, oito vezes. Isso fez com que o recuo dele com Rodriguinho não funcionasse, ao contrário dos avanços de Fagner, que surtiam mais efeito, nem que fosse para a bola ser cruzada na área. Esses três jogadores, aliás, foram responsáveis pela jogada decisiva da partida.
O Santa Fe só criou perigo no fim da etapa inicial, quando Gomez exigiu boa defesa de Cássio. E, na volta para o segundo tempo, o time colombiano se soltou mais. Foi o que o castigou, analisa o Globoesporte.com