O São Paulo começou a Libertadores com três centroavantes, atacantes de área, homens-gol. E no jogo em que mais precisava deles, de uma vantagem gorda, não tinha nenhum. Kieza se cansou do banco e partiu. Calleri estava suspenso e Alan Kardec teve uma virose na véspera. O que fazer? Trabalhar. Treinar. Pensar. Olhar. Estudar. O São Paulo apelou.
A goleada por 4 a 0 sobre o Toluca, do México, deveria ser incluída em manuais de futebol. E quem pensou que a equipe sofreria sem um centroavante teve uma enorme surpresa. Bauza “roubou”. Jogou com três, quatro, cinco centroavantes. Todo mundo vestiu a 9. Todo mundo era artilheiro, analisa o Globoesporte.
O técnico argentino demorou três meses para tirar o currículo de bicampeão da Libertadores do bolso e exibir seu repertório. Uma semana após tirar Ganso e conseguir certo domínio de jogo na altitude, feito notável, o Patón, mesmo com Kardec se colocando à disposição para iniciar, optou por Centurión. Iniciou sem um centroavante de origem pela primeira vez. Foi um espetáculo.
Se Centurión não tivesse lutado, transpirado, corrido e acreditado, Michel Bastos não faria o primeiro. Sabe-se lá quando sairia o segundo. E se haveria terceiro ou quarto. Um gesto muda um jogo. Um ato define sucesso ou fracasso. O São Paulo teve sucesso porque treinou, pensou e lutou. A classificação, se vier, será fruto de uma noite quase perfeita.