A Petrobras recebeu nesta terça-feira (22/02), a Licença de Instalação (LI) da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III), que será construída na cidade de Três Lagoas, MS. A LI foi concedida pelo Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) e ratifica a viabilidade ambiental do empreendimento, autorizando a instalação do mesmo.
A UFN III entrará em operação comercial no segundo semestre de 2014 com capacidade de produção de 1,2 milhão de toneladas de uréia e 761 mil toneladas de amônia por ano, sendo que, desta última, 680 mil toneladas serão utilizadas no processo produtivo da uréia e 81 mil toneladas serão comercializadas.
Segundo informações da companhia, a fábrica em Três Lagoas pretende ser a maior unidade de fertilizantes nitrogenados da América Latina e dobrará a produção nacional de uréia. Com a iniciativa, a Petrobras diz que irá contribuir para redução das importações desse insumo essencial à produção agrícola. Atualmente, o Brasil importa 67% da uréia que consome.
Investimentos
A companhia já possui duas fábricas de fertilizantes nitrogenados localizadas nos municípios de Laranjeiras, SE, e Camaçari, BA, que produziram, juntas, 223 mil toneladas de amônia e 758 mil toneladas de uréia em 2010, ano em que o país produziu 1,2 milhão de toneladas de uréia e importou 2,5 milhões de toneladas, uma vez que a demanda interna total por uréia foi de 3,8 milhões de toneladas.
Além da UFN III, em Três Lagoas, a empresa está desenvolvendo três outros projetos nesse segmento: o Complexo Gás-Químico (UFN IV), em Linhares (ES), com capacidade de produção comercializável de 665 mil toneladas/ano de uréia e 684 mil toneladas por ano de metanol, além de outros derivados; a UFN V, em Uberaba (MG), com capacidade de produção de 519 mil toneladas por ano de amônia; e uma planta para produção de sulfato de amônio que será instalada na fábrica de fertilizantes de Sergipe.
Com a entrada em operação das UFNs III, IV e V, pretende adicionar ao parque produtivo nacional uma capacidade de 600 mil toneladas por ano de amônia e 1,8 milhão de toneladas por ano de uréia. Somando-se à capacidade de produção das fábricas de fertilizantes da Bahia e de Sergipe, a capacidade total será de 2,9 milhões de toneladas por ano de uréia (71% do consumo nacional de uréia) e 782 mil toneladas por ano de amônia (100% do consumo nacional de amônia).
A obra, que terá início em setembro deste ano, deve gerar cerca de 5 mil postos de trabalho, e será instalada no Distrito Industrial Córrego da Moeda em área cercada por um cinturão verde que será plantado pela Petrobras.