“Logo após a posse no primeiro mandato a Câmara apresentou ao senador uma série de reivindicações que, praticamente, foram todas atendidas. Ao longo dos últimos oito anos ele trouxe mais de R$ 100 milhões de investimentos para Corumbá, entre eles o Centro de Convenções, a pavimentação de dezenas de ruas e avenidas, obras de drenagem, saneamento, a construção de vários espaços culturais e a revitalização do Porto Geral, que não só melhoraram a qualidade de vida dos corumbaenses mas também facilitaram e incentivaram o turismo. Agora que ele está começando o segundo mandato é hora de apresentar novas reivindicações, para que a gente continue promovendo o desenvolvimento do município”, disse o vereador Evander Vendramini(PP), presidente da Câmara.
Delcídio vai usar a carta como uma referência para trabalhar nos próximos anos. “No que se refere a infraestrutura urbana, com obras de asfaltamento e drenagem, temos que elaborar os projetos para que eu e o prefeito Ruiter possamos levá-los até os ministérios das Cidades e Integração Nacional. A prioridade agora é conseguir os R$ 30 milhões destinados a drenagem, para resolver definitivamente o problema das enchentes na parte alta da cidade e os desmoronamentos nos bairros próximos ao Rio Paraguai. A prefeitura já concluiu esse projeto e eu , logo após o carnaval, terei uma reunião com a ministra Miriam Belchior( Planejamento) para tratar da inclusão da proposta no PAC 2 e, desta forma, viabilizá-la”, disse o senador.
Em relação a investimentos feitos diretamente pelo governo federal ou por empresas de abrangência nacional, Delcídio vai agir diretamente em Brasília. “Em dois pontos vai ser possível agir com mais rapidez. Um deles é a telefonia celular na qual trabalharemos junto a Oi para levar o sinal às regiões ainda não atendidas. Já o Luz para Todos no Pantanal não é um projeto simples. A distância entre as propriedades na região e o comprimento da linha acabam provocando problemas de oscilação de energia, com restrições técnicas imensas. Por isso vão ser feitas duas sub-estações para atender o miolo do Pantanal. É um projeto avaliado em R$ 150 milhões, dos quais 80 % serão subsidiados pelo governo. Para se ter uma idéia das dificuldades, o custo médio do programa nas demais regiões de Mato Grosso do Sul é de R$ 10 mil por ligação. No Pantanal o custo é dez vezes mais caro, cerca de R$ 100 mil por ponto. Mesmo com todas as dificuldades, o projeto vai ser executado. As propriedades estão cadastradas, a Enersul já fez todos os estudos e a implantação deve começar ainda neste primeiro semestre”, anunciou .“Em relação a UFMS, a idéia é transformar o campus de Corumbá em uma instituição autônoma, a Universidade Federal do Pantanal, a exemplo do que foi feito em Dourados com a criação da UFGD. Já iniciamos as tratativas junto ao Ministério da Educação , que está nos exigindo um projeto detalhado”, revelou.
Segurança
Já as reivindicações relacionadas a atribuições do governo do estado, precisarão de um tempo maior para serem atendidas. “Em relação ao reforço da segurança, vou conversar com o governador André, o Secretário Wantuir Jacini e o comando da Polícia Militar. Sobre essa questão específica, a presidenta Dilma Roussef vai enviar nas próximas semanas ao Congresso Nacional um projeto com políticas para a região de fronteira. Será um projeto preocupado não só com a segurança, mas olhando a questão de forma mais ampla, com foco no desenvolvimento e na justiça social. Na questão da segurança, teremos aviões não tripulados comprados em Israel que auxiliarão na vigilância. Além disso, o governo vai apresentar propostas para acabar com a desigualdade tributária e equacionar problemas nas áreas de saúde e educação”, anunciou.
O prefeito Ruiter Cunha de Oliveira destacou a importância da reunião com Delcídio. "É fundamental esse entendimento mostrado aqui de que as forças políticas precisam interagir e atuar em conjunto para promover o desenvolvimento de Corumbá. A participação do senador tem sido fundamental nesse processo e atuação conjunta da Câmara, da prefeitura e de Delcídio vai incrementá-lo ainda mais”, previu Ruiter.