reso em flagrante pela morte brutal de um vigia, o lutador de jiu-jítsu Airton Colognesi teve a fiança arbitrada em R$ 5.450 pela justiça. É o primeiro caso de repercussão em que a nova lei do Código de Processo Penal foi aplicada.
Airton está na prisão desde o último dia 7 acusado de espancar Adelson Eloi Nestor de Almeida, de 46 anos, até a morte. Nesta semana, com base na nova lei, o juiz Alexandre Ito, em substituição na 2ª Vara do Tribunal do Júri, arbitrou o valor da fiança, inicialmente, em 10 salários mínimos e concedeu liberdade provisória.
Segundo o magistrado, Airton é primário e não tem maus antecedentes. Na decisão, o juiz também enfatiza que não há elementos suficientes para classificar o crime como hediondo, o que impede fixação de fiança. Desta forma, mediante o pagamento será expedido o alvará de soltura. Nesta sexta-feira, Airton Colognesi permanece no Presídio de Trânsito.
O crime aconteceu no posto de combustíveis Antares, no Jardim Seminário, em Campo Grande. A vítima estava trabalhando quando flagrou o autor passando no meio das bombas. O vigia abordou o rapaz e o mandou sair de dentro do posto, informando que o local era propriedade particular e já estava fechado.
A discussão terminou em agressão. O vigia tentou escapar e correu para uma borracharia que fica ao lado do posto. Conforme a polícia, Airton usou uma barra de ferro para golpear a cabeça de Adelson, que teve o rosto desfigurado e morreu caído na calçada.