Terminou ontem, com uma audiência na Justiça do Trabalho, o impasse envolvendo 827 trabalhadores e a usina Infinity Agrícola, que se recusava a rescindir o contrato dos cortadores de cana que queriam ir embora, apesar do flagrante de trabalho escravo no fim de junho, em Naviraí.
Foi firmado um acordo em que a empresa se compromete a pagar os direitos trabalhistas e arcar com o transporte e alimentação dos funcionários interessados em voltar aos estados de origem e as aldeias, já que uma parte são índios.
O acordo estabeleceu a realização de uma assembleia, ontem mesmo, e nela 478 trabalhadores manifestaram o desejo de rescindir os contratatos. Os outros vão ficar, mas a empresa terá de mudar as condições de trabalho oferecidas, conforme estabelecido na audiência de conciliação.
Os números podem mudar, uma vez que, segundo o sindicato dos funcionários, muitos cortadores, entre eles os indígenas da região, estavam alcoolizados durante a assembleia e têm prazo até hoje, às 13h, para decidir se vão sair ou ficar e apresentar a carteira de trabalho.
O grupo que vai ficar já voltou ao trabalho. Eles estavam em greve. Para os que vão embora, a empresa têm prazo até 3 de agosto para fazer o acerto, segundo estabelecido.
Tanto o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Naviraí, Alexandre da Silva, quanto o procurador do Trabalho Jonas Ratier, consideram o acordo satisfatório, após o impasse entre empresa e funcionários.