Motoristas de carretas que trazem mercadorias para Mato Grosso do Sul reclamam da demora para passar com as cargas no posto fiscal de Jupiá, em Três Lagoas, a 338 quilômetros de Campo Grande. O pátio fica lotado e a fila de caminhões chega na BR-262, com dezenas de motoristas aguardando a liberação para continuar a viagem.
Um dos motoristas, que trabalha há 32 anos, disse que passa três vezes por semana pelo posto, e revela que a demora é constante. "Você chega no posto fiscal, onde você é barrado por duas ou três horas. A maior parte deles entre no estado por Brasilândia ou por Aparecida do Taboado, onde você gasta em média 15 minutos. Aqui o tempo mínimo é de uma hora, você não consegue atravessar antes disso".
Outro motorista, Adilson César Gulli, disse que o trajeto já virou rotina há dois anos, e afirma que já chegou a esperar no local 20 horas para ser liberado. "Eu já cheguei aqui tipo 15 horas e saí no outro dia, 11 horas, por causa da demora. Eles [funcionários do posto] falam que não tem gente, que tem que esperar, que só tem uma pessoa para digitar e que tem que entrar na fila e esperar".
O posto fiscal de Jupiá é um dos mais movimentados de Mato Grosso do Sul, tem um fluxo de mais de mil caminhões por dia. Por lá, passam todos os tipos de mercadorias que vão desde o setor têxtil até peças agrícolas. Normalmente, são produtos que vem do sul e sudeste do país.
Segundo o chefe da unidade, normalmente a demora ocorre porque as mercadorias precisam ser conferidas de acordo com as notas. De acordo com o posto fiscal, pode demorar de uma a 48 horas dependendo da carga.
A Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) não quis gravar entrevista, mas garantiu que o turno e a equipe no posto fiscal de Jupiá estão completos.