Trinta famílias da comunidade terena que habita a aldeia Córrego Seco, em Aquidauana, ganharam o direito de retomar a área, por determinação judicial, depois de uma demanda que durou vários anos. A terra, com 392 hectares, será dividida entre as famílias, cabendo 10 hectares para cada uma; os 92 hectares passam a se constituir em reserva ambiental.
“Temos orgulho em dizer que esse lugar sempre foi nosso e agora retorna para nós”, enfatizou o cacique Paulo Marcio, durante cerimônia realizada sábado (17), onde participaram outros dirigentes indígenas, o prefeito Fauzi Suleiman, o coordenador da Funai na região, Edson Fagundes, a advogada Adriana Rocha, da Advocacia Geral da União, representantes do senador Delcídio Amaral, que intercedeu em Brasília para regularizar a situação e o presidente da Câmara de Aquidauana, vereador Clézio Fialho.
Pecuária leiteira
O destino das 30 famílias que vão receber os 10 hectares agora está garantido. Eles vão participar de um projeto que propõe a pecuária leiteira com fonte de renda e alimentação reforçada para a comunidade.
Ainda na mesma região, o prefeito Fauzi Suleiman participou de uma agenda de repasse de recursos para a implantação do Programa de Incubadora Tecnológica, desenvolvido pela UFMS, através de um projeto de extensão. Cerca de 50 mulheres Terena serão beneficiadas com esse projeto.