Segundo material divulgado pela CPT-MS, o objetivo seria, segundo os próprios indígenas, evitar que as famílias voltassem ao acampamento, haja vista estarem na iminência de serem novamente despejadas das terras que invadiram, há quase dois anos, sob a alegação que o local seria terra de antepassados.
Despejo
A ação, alega a CPT, aconteceu “justamente um dia antes do vencimento do prazo de 45 dias, definido pela justiça, para que os índios deixassem a terra que haviam retomado há quatro meses”, acrescentando que segundo os membros da comunidade, o pessoal do Dnit passou pelas margens da rodovia com uma pá-carregadeira na última terça-feira e “com maquinário pesado procederam ‘limpar’ exclusivamente a área que serviu de refúgio e acampamento à comunidade durante um ano e sete meses, após o primeiro despejo e de onde partiram, quatro meses atrás, para uma nova retomada”.

Segundo a CPT, muitas crianças estão sem futuro certo em Laranjeira Ñanderu
A atual ordem judicial de reintegração de posse obrigaria aos indígenas saírem novamente para a rodovia, e para a CPT, “a atuação do Dnit teria todo o sentido de evitar o retorno da comunidade no antigo acampamento nas margens da BR quando a reintegração de posse fosse executada pela força”, o que dá a entender que haveria resistência quando do cumprimento da ordem judicial.
Provocação
O Cimi (Conselho Indigenista Missionário) considera o ato como mais uma provocação contra os povos indígenas de Mato Grosso do Sul. “Os indígenas não têm para onde ir se a intenção não fosse levá-los debaixo da terra”, diz a matéria divulgada pela CPT.
Mais adiante o texto afirma que “a denúncia dos indígenas foi feita durante a visita de solidariedade realizada ontem pelos representantes de movimentos sociais de Mato Grosso do Sul que foram ao local para dar força e apóio à comunidade Laranjeira Ñanderu do Município de Rio Brilhante.