O encontro é realizado pelo Ministério Público Federal (MPF), Embrapa Pantanal e Faculdade Salesiana de Santa Teresa e conta com o apoio do Exército e da Marinha, das Prefeituras de Corumbá e Ladário, além da Superintendência estadual do Ministério da Pesca e Aquicultura.
São aguardadas a participação de cerca de 250 pessoas, dentre elas: comunidade indígena guató, comunidades ribeirinhas da Barra do São Lourenço, Serra do Amolar, Paraguai Mirim e Porto da Manga, comunidade extrativista de Maria Coelho, representantes dos pescadores artesanais do Pantanal e comunidades remanescentes de quilombos além de mais de 120 professores e pesquisadores previamente inscritos.
O Fórum busca criar no Pantanal um ambiente em que as próprias comunidades se auto-organizem para a preservação da natureza e para a superação dos problemas comuns que enfrentam. A atividade é o desdobramento de uma oficina de direitos humanos que levou membros do Ministério Público Federal ao Pantanal em 2010, que escutou as demandas dos moradores e iniciou diversas ações para melhorar a vida dos ribeirinhos. É também reflexo do trabalho de entidades parceiras como a Embrapa/Pantanal que, através do trabalho de seus pesquisadores, assegura o conhecimento da realidades e dos desafios destas comunidades.
Para o procurador da República Wilson Rocha Assis "os trabalhos do Fórum já ganharam uma dinâmica própria, que revela a força e a vitalidade das comunidades tradicionais do Pantanal. Espera-se que o Fórum contribua para afirmar o direito dessas comunidades ao meio ambiente em que vivem, de modo a garantir que o pantanal permaneça íntegro e conservado, para as presentes e futuras gerações".