Equipes da Vigilância Epidemiológica e Agentes Comunitários de Saúde estiveram com a família do menino de 1 ano e 8 meses, falecido em Campo Grande, orientando e prestando apoio
Por determinação e seguindo orientações da secretária municipal de Saúde, Eliane Brilhante, equipes da Vigilância Epidemiológica e dos Agentes Comunitários de Saúde visitaram a família do menino, falecido em Campo Grande, no Hospital Universitário, às 16h20 do domingo (6), vítima de suspeita de leishmaniose, já que o diagnóstico final deverá ser ainda divulgado pelo Laboratório Central de Saúde Pública de Mato Grosso do Sul (Lacen/MS).
Coube a essas equipes, logo que tomaram conhecimento da morte, toda a orientação e apoio aos membros da família do menino de 1 ano e 8 meses, residente na Vila Carioca. O trabalho dessas equipes foi averiguar as condições em que vive a família e orientá-la sobre o manejo ambiental do local onde residem. Além disso, todos os membros da família, que conviviam com essa criança, foram encaminhados às Unidades de Saúde para exames, que certifiquem se estão ou não contaminados com leishmaniose.
Este é o primeiro óbito por leishmaniose neste ano, segundo informações da Secretaria Municipal de Saúde. Até agora foram registrados oito casos, sendo um óbito, o da criança. No ano passado, foram registrados 17 casos, vindo dois a óbito.
“Sentimos e lastimamos profundamente a morte dessa criança. O fato nos leva a tomarmos consciência da responsabilidade que todos temos para evitar que se repitam esses casos”, observou Eliane Brilhante.
“Ao lado das ações, que realizamos para combater a Dengue e a Leishmaniose, como Operação Cidade Limpa, passeatas, palestras e distribuição de material educativo, toda a população deve colaborar, mantendo limpos os seus quintais e evitando tudo o que possa ser propício ao criadouro de mosquitos de transmissão de Dengue e Leishmaniose”, orientou.
FatosO menino falecido era aluno do Centro de Educação Infantil (CEI) do Guanabara. Passou pelo Pronto Atendimento (PA), no dia 24 de outubro, apresentando suspeitas de uma simples gripe com febre. Ele retornou ao PA no dia 26, já com os seguintes sintomas, próprios de quem contraiu leishmaniose: febre, palidez, aumento do baço e icterícia.
Constatados esses sintomas, a criança foi imediatamente encaminhada ao Pronto Socorro do Hospital Nossa Senhora Auxiliadora, às 20h05 do mesmo dia 26, onde chegou a ser internada, mas em seguida transferida, no início da madrugada do dia 27, para internação no Hospital Universitário de Campo Grande, onde foi confirmada a suspeita de leishmaniose.