O projeto Na Ponta da Língua, desenvolvido pelo Sesi para esclarecer dúvidas sobre as alterações implementadas pelo novo acordo ortográfico da língua portuguesa, já foi visto por 34.062 estudantes de 34 cidades de Mato Grosso do Sul. Por meio de apresentações teatrais e distribuição de cartilhas, o grupo XPTO mantêm os estudantes compenetrados nas apresentações que passeiam pelas principais alterações ortográficas.
Desde o início do trabalho no Estado, o projeto já foi visto por estudantes de Campo Grande, Maracaju, Rio Brilhante, Caarapó, Ivinhema, Aquidauana, Corumbá, Ladário, Miranda, Jardim, Bonito, Nioaque, Sidrolândia, Bandeirantes, São Gabriel do Oeste, Sonora, Coxim, Rio Verde, Costa Rica, Chapadão do Sul, Paranaíba, Inocência, Ribas do Rio Pardo, Água Clara, Três Lagoas, Brasilândia, Santa Rita do Pardo, Bataguassu, Anaurilândia, Nova Andradina, Naviraí, Porto Murtinho, Bataguassu e Eldorado.
Esta semana, a equipe do espetáculo esteve em Coronel Sapucaia , no Ginásio de Esportes Municipal Rachidão, onde realizou três apresentações. O grupo também foi para Aral Moreira, realizando apresentações na Escola Municipal Joaquim Moreira Lopes, e nesta quarta-feira (09/11) está em Dourados, onde já realizou apresentações para alunos de Escolas Municipais e Estaduais, no Ginásio do Sesi, e também para os estudantes da Escola do Sesi. Os alunos atendidos nessas cidades não estão contabilizados entre os 34.062 espectadores do espetáculo.
O projeto
Segundo o presidente da Fiems, Sérgio Longen, O Projeto Na Ponta da Língua trata-se de uma iniciativa ousada do Sistema Indústria, por meio do Sesi, de contribuir para esclarecer as dúvidas que sugiram com as novas regras da reforma ortográfica brasileira. “A revisão ortográfica foi concluída e precisamos levar a informação para as pessoas, principalmente aos nossos jovens”, observou.
A produtora do Na Ponta da Língua no Estado, Sônia Marques, reforçou que a receptividade dos alunos nas cidades já visitadas foi excelente. “É interessante verificar que, antes do início da apresentação, eles estão agitados e, quando começa a peça, todos ficam atentos”, destacou.
O diretor da peça, Osvaldo Gabrieli, detalhou que ela possui cinco personagens, entre eles o casal de bonecos “João” e “Maria”, além do “Senhor A”, contador de boa parte de toda a história. “A peça é uma forma lúdica e simples que encontramos para explicar as regras de ortografia a crianças, pré-adolescentes e adolescentes, pois a sala de aula traz o lado mais formal dentro de uma cartilha já estabelecida, enquanto o teatro é mais libertador, envolvendo o estudante no estado afetivo. A magia do teatro é fácil de ser notada quando um espectador se sente preso pela história e consegue disseminar aquele aprendizado”, analisou.