Os policiais militares que foram presos na operação Alvorada Voraz, deflagrada ontem contra o contrabando de cigarro, vão responder a IPM (Inquérito Policial Militar) e a processo administrativo, que pode resultar em expulsão da corporação. As informações são do Campo Grande News.
Sete policiais eram alvos da ação de combate ao contrabando, cujo esquema é liderado por Alcides Carlos Grejianin, o Polaco. Destes, três foram presos e um já estava detido no Presídio Militar de Campo Grande. Um quarto policial está foragido. Outros dois não tiveram a prisão decretada. Dos presos, um policial militar era lotado em Jardim e o outro em Ponta Porã.
Trazidos para Campo Grande, eles foram levados para a corregedoria e depois para o Presídio Militar. Caso configurado crime militar, vão responder a processo na Auditoria Militar. Na esfera administrativa, a conduta dos policiais será avaliada pelo Conselho de Disciplina. A eventual punição, que pode chegar à exoneração, será definida no prazo de 30 dias.
Os policiais são acusados de receber propinas – nos valores entre R$ 3 e R$ 6 mil – para liberar o contrabando. De acordo com o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), o esquema também envolvia um agente tributário estadual, que recebia R$ 6 mil. Lotado em Brasilândia, o agente está foragido.
Nas últimas três operações coordenadas pelo Ministério Público Estadual, 28 policiais militares foram presos por envolvimento com o contrabando de cigarros.