O secretário de Desenvolvimento Econômico, Marco Garcia de Souza, acompanhou o Conselheiro Comunitário da Colônia Penal, José Antônio Rodrigues, e o diretor da Colônia Penal, Oficial Medeiros, na fábrica de perfilados metálicos industriais Irmãos D’Agosto. O intuito da visita foi apresentar ao diretor da empresa, Atílio D’Agosto, quais os benefícios da inclusão dos internos no mercado de trabalho.
“Esta inclusão é uma responsabilidade social das indústrias e também é interesse do Poder Público, já que neste período há um déficit de mão-de-obra. No semiaberto há pessoas que precisam trabalhar, precisam se qualificar, pois quando eles pagarem a pena irão voltar para o convívio social. E, nós queremos que esses internos estejam inclusos no mercado de trabalho, tendo a oportunidade de reinserção social”, destacou o secretário.
A Colônia Penal de Três Lagoas possui 50 internos no regime semiaberto. A empresa que entrar nessa parceria de inclusão terá à disposição um galpão de 800 metros quadrados e está liberada de toda parte presidencial para estes profissionais. Mas, ficará com a responsabilidade de qualificar os internos, dar acompanhamento médico e o pagamento pode ser sobre a produção ou ¾ do salário mínimo.
“Vamos amadurecer a ideia, pois acreditamos que profissionalismo é questão social. Já trabalhamos dessa forma dentro da nossa empresa, pois todos devem ter consciência da importância da profissionalização”, destacou o diretor da Irmãos D’Agosto.
O Oficial Medeiros explicou que a cada três dias trabalhados é descontado um dia de pena.
O trabalho
A indústria Irmãos D’Agosto está em processo de expansão da produção. No início de 2012 eles darão início à fabricação e venda de estruturas metálicas pré-moldadas para casas de diversos padrões, inclusive popular.
“Se compararmos as vigas de alvenaria de casas populares, o nosso kit de montagem de estrutura metálica baixa o custo de construção em 50%. E a durabilidade é anda maior, pois o material é anticorrosivo”, explicou Atílio.
Se fechado o acordo com a Colônia Penal, os internos trabalharão na produção dessas estruturas metálicas, com solda, pintura e prensa.
“Nossa preocupação é a profissionalização, para que eles tenham qualificação quando terminarem de pagar a pena” finalizou o Conselheiro Comunitário da Colônia Penal.