Teve início na manhã desta sexta-feira (24), no Tribunal do Júri em Campo Grande, o julgamento de dois réus acusados de envolvimento no assassinato de Carlos Antônio Costa Carneiro. O crime ocorreu em 2010 no centro de Campo Grande e a vítima era presidente da câmara de vereadores de Alcinópolis, a 287 km da capital.
Irineu Maciel é acusado de efetuar os disparos que mataram o vereador, enquanto Valdemir Vansan é apontado como contratante de Irineu.
O advogado de acusação, Ricardo Trad, disse que tentará provar aos jurados que a morte de Carneiro foi um crime encomendado e que não houve possibilidade de defesa da vítima. Trad ainda diz que Valdemir forneceu a arma para Irineu, e que teria acertado pagamento de R$ 20 mil pelo crime.
Já a tese do advogado de defesa, José Roberto Rodrigues da Rosa, sustenta que o crime foi motivado por vingança pessoal de Irineu, e que não houve participação de Valdemir. A única ligação entre os dois, segundo o advogado, seria a de parentesco.
Entenda o caso
Em 26 de outubro de 2010, o vereador de Alcinópolis, Carlos Antônio Carneiro, de 40 anos, foi executado com três tiros na esquina da avenida Afonso Pena com a rua Guia Lopes, um ponto movimentado de campo Grande. Um dos tiros atingiu Carneiro na barriga, outro no rosto e um de raspão no peito. Ele morreu no local.
Os pistoleiros foram presos em seguida por policiais que presenciaram a ação. Os homens confessaram que receberam R$ 20 mil para matar o vereador, mas não quiseram dizer quem havia sido o mandante do crime. Eles foram identificados como Irineu Maciel e Aparecido Souza Fernandes, o último, recorreu da sentença de pronúncia e, por isso, ainda não foi julgado.