Oito mil famílias de Mato Grosso do Sul podem perder o benefício do Bolsa Família. Elas ainda não fizeram o recadastramento, que é obrigatório. O prazo foi prorrogado para 29 de março.
A autônoma Alessandra Cristina Roque vive com a filha de dez anos no bairro Noroeste, periferia de Campo Grande. Ela conta que o pai da menina nunca pagou pensão. Há dois anos, Alessandra recebe o benefício da Bolsa Família. São R$ 102 que ajudam no orçamento da casa. "Ele é necessário porque a gente tem muito gasto com criança. Ajuda no gás, na alimentação, com roupa para ela", diz a autônoma.
Dados da Secretaria de Desenvolvimento Social mostram que hoje em Mato Grosso do Sul, existem 135,8 mil famílias beneficiadas pelo Bolsa Família. Mais de R$ 15 milhões são gastos por mês com o programa.
O programa foi criado em 2001, e a cada dois anos o governo federal submete os usuários a um recadastramento. O objetivo é evitar fraudes no sistema. No ano passado, 12,1 mil famílias foram convocadas para atualização do cadastro em Mato Grosso do Sul, mas só 4 mil cumpriram a exigência. As mais de 8 mil famílias restantes tiveram o benefício suspenso no último dia 29 de fevereiro.
"As famílias devem procurar os centros de referências de assistência social e as secretarias municipais de assistência social para fazer a atualização. Se não o fizerem até 29 de março, terão os benefícios cancelados", afirma a secretária estadual de assistência social, Tania Mara Garib.
Tem direito de participar do programa famílias cuja renda mensal per capita seja de R$ 70 a 140. Cada família recebe R$ 70, mais R$ 32 por filho com até 17 anos. O número de dependentes não pode passar de cinco pessoas.