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Ministério Público comprova falta de medicamentos em Aquidauana

02 de abril 2012 - 20h24 Por Redação Douranews
Ministério Público comprova falta de medicamentos em Aquidauana

Uma inspeção realizada pelo MPE (Ministério Público Estadual) em Aquidauana comprovou que faltam medicamentos da lista básica na Farmácia Municipal, administrada pela Prefeitura. O promotor José Maurício de Albuquerque comprovou várias denúncias que recebeu, ao longo dos últimos três anos.

Durante visita ao local, na tarde da quinta-feira (29 de março), Albuquerque encontrou várias pessoas aguardando o momento do atendimento e havia, nas prateleiras, várias vasilhas transparentes, feitas de material plástico ou acrílico, com as partes de cima viradas para baixo. Pelo menos 24 dessas vasilhas, que deveriam conter medicamentos estavam vazias, informa o jornal Aquidauananews.

O representante do Ministério Público explicou que, instaurado o inquérito civil, tudo será apurado. "A Prefeitura de Aquidauana terá a oportunidade de apresentar a sua defesa; a Promotoria de Defesa do Patrimônio Público e Social tem o dever - e eu fiz um juramento sobre isso - de trabalhar nesses casos, amplamente denunciados pela imprensa", disse o promotor José Maurício de Albuquerque.

UTI movel

Durante a gravação da entrevista, o promotor afirmou que as melhorias constatadas na UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) do Hospital Regional de Aquidauana, só foram feitas pela Prefeitura em consequência de inquérito instaurado pelo Ministério Público, em 2010, depois de receber denúncias feitas por pessoas que procuraram a Promotoria de Defesa do Patrimônio Público. Ele se referia a uma inspeção judicial, feita pelo juiz da 2ª Vara Cível de Aquidauana, José de Andrade Neto, no dia 23 de março, depois de ouvir os depoimentos do prefeito Fauzi Suleiman (PMDB) e do seu concunhado e ex-secretário de Saúde, Paulo Reis. Naquela inspeção, ficou constatado que jamais existiu, no Hospital Regional de Aquidauana, a chamada "ambulância com UTI móvel".

Na realidade, no local existia uma ambulância comum, adaptada para transportar pacientes de Aquidauana para Campo Grande. No dia da inspeção judicial, essa ambulância não foi encontrada. Estava em Campo Grande, sendo consertada. Até o momento da entrevista com o promotor, ela ainda não havia retornado à cidade de Aquidauana.