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Equipe mergulha em rio buscando de imagens de sucuris em Bonito

16 de julho 2012 - 21h03 Por Redação Douranews
Equipe mergulha em rio buscando de imagens de sucuris em Bonito

Em uma fazenda em Bonito, equipe mergulha nas águas alagadas do rio Formoso em busca de imagens de sucuris. Nesta época do ano esses animais estão em período de acasalamento e descobriu-se recentemente na propriedade um refúgio natural de reprodução da cobra.

Os momentos de estiagem são ideais para encontrar a sucuri no local, longe das áreas turísticas da cidade. A equipe percorre quilômetros mato a dentro. O guia Juca Ygarapé orienta a equipe antes do mergulho.

“Nunca encoste nela [cobra]. No começo, fique um pouco distante até a sucuri conhecer você”, explica Ygarapé.

Há registros de sucuris com mais de dez metros de comprimento, isso significa maiores do que um ônibus. No Brasil existem três espécies, a amarela do Pantanal; a verde, encontrada nas áreas alagadas do cerrado e da Amazônia e a malhada, que existe somente na ilha de Marajó (PA). O bicho mata por asfixia, capaz de engolir animais inteiros.

O fotógrafo Luciano Candisani se prepara para filmar a cobra debaixo d'água. Para ele, cada mergulho é como se fosse o primeiro.

“Com a correnteza, acho que pode atrapalhar mais a estabilidade das imagens. Agora eu estou tomando o cuidado de molhar a câmera para evitar que a lente embace na água, porque ela está mais fria”, explica.

No fundo do rio, a velocidade e o tamanho da cobra impressionam. Um homem adulto do lado dela fica pequeno. A forte correnteza dificulta as gravações. Qualquer movimento suja a água e a sucuri, de mais de sete metros, some no meio da nuvem de areia. Quando melhora a visibilidade ela volta a aparecer.

O biólogo Daniel de Granvile fala que muitas vezes essa espécie de cobra é injustiçada pelas histórias contadas pelo povo. “Ela não está lá esperando com fome para engolir um de nós”, afirma.

Segundo ele, no período de acasalamento, todo cuidado é pouco nos mergulhos. “Existem relatos de que na época da reprodução ela pode engolir um dos machos. Então nessa época do ano, os machos tendem a ficar mais agressivos porque eles estão com medo de ser devorados”, diz o biólogo.

No fim da busca, o fotógrafo se diz satisfeito com o que encontrou. “Pegamos um comportamento raro da sucuri fêmea enrolada no macho. Depois de duas horas aqui posso dizer que valeu a pena”, relata Candisani.