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Lei da jornada de trabalho divide opiniões de caminhoneiros no estado

01 de agosto 2012 - 21h47 Por Redação Douranews
Lei da jornada de trabalho divide opiniões de caminhoneiros no estado

A punição prevista para os motoristas que não cumprissem a nova jornada de trabalho estabelecida por lei, que deveria entrar em vigor nesta quarta-feira (1º), foi adiada. Nas estradas de Mato Grosso do Sul, essas regras dividem as opiniões de quem trafega pelas rodovias e terá, obrigatoriamente, que fazer um descanso mais longo.

“Impossível, ninguém consegue descansar onze horas. Como faz onde não tem posto com apoio?”, diz o caminhoneiro Wagner Jadir da Silva. “Não compensa trabalhar dez horas por dia, vamos ficar mais longe de casa, vamos demorar muito para chegar ao destino e voltar ”, diz o caminhoneiro Elizandro Brondi.

Foram quase seis horas de negociações entre representantes dos caminhoneiros e Ministério dos Transportes e Ministério Público do Trabalho. Os caminhoneiros queriam mudanças na lei que determina a jornada para a categoria. A classe agora tem que trabalhar oito horas com até duas horas extras e uma hora de parada para refeição. A cada quatro horas, o caminhoneiro precisa descansar por pelo menos trinta minutos.

Nas rodovias a campanha educativa já começou. Nos tacógrafos, os policiais verificam o cumprimento da jornada. Nenhuma irregularidade foi encontrada. Durante os próximos trinta dias o governo deve debater as reivindicações dos caminhoneiros, mas a suspensão não mudou a lei. O que muda, é que por enquanto, as multas não serão aplicadas.

“É um benefício porque nunca tivemos uma carga de trabalho, sempre é correria. Eu espero que a lei dê certo, que seja aprovada porque é bom para nós”, diz o caminhoneiro Sidney Alves.