Dois homens foram presos em Campo Grande, suspeitos de aplicar golpes no comércio da cidade. Segundo o delegado Natanael Costa Balduíno, eles falsificavam documentos para abrir crediário, obter crédito ou financiamento. Desta vez, eles foram flagrados quando tentavam enganar um comerciante, pela terceira vez, no proprietário de uma revendedora de cestas básicas.
Segundo o delegado, os dois foram pegos pois já aplicaram vários golpes pela cidade e acabaram esquecendo que o comerciante já tinha sido vítima deles outras vezes.
O comerciante fez a denúncia e a polícia aguardou para fazer o flagrante na entrega, na casa de um dos homens, de 39 anos, residente na Vila Carvalho. Mais tarde, o outro suspeito, o técnico de informática Ricardo Carrieri, de 44 anos, também foi detido em casa, na Vila Sobrinho.
Na casa do técnico de informática, foram apreendidos computadores e programas usados para a falsificação de documentos de identidade, holerites e o antigo Cadastro de Identificação de Contribuinte (CIC). O material era utilizado para abrir crediários e obter crédito. Os dados eram obtidos com documentos verdadeiros, roubados de passageiros de ônibus de viagens.
De acordo com a polícia, outras pessoas também se beneficiaram do esquema e estão sendo procuradas. Neste tipo de golpe, os homens conseguiram comprar roupas, eletrodomésticos, produtos de limpeza, celulares, cestas básicas e produtos de cama, mesa e banho. Um dos presos tinha conseguido obter o financiamento de uma moto, mas não chegou a receber o veículo.
Outro caso, descoberto hoje, é de um homem que iria retirar um carro, conseguido também por financiamento, mas a polícia avisou a concessionária antes da entrega. O comprador está sendo procurado.
Ricardo Carrieri confirmou à polícia a participação no esquema. O suspeito disse ao G1 que estava arrependido do que fez, mas que passou por uma situação difícil e, por isso, resolveu aplicar os golpes. O outro suspeito não quis falar com a reportagem.
Os dois homens vão responder por tentativa de estelionato - por conta do flagrante da compra de cesta básica -, estelionato e falsificação de documentos públicos e particulares.