Criado pela Lei Estadual 1.189, de 20 de dezembro de 1958, Nova Andradina completa nesta quinta-feira (20) 54 anos de emancipação. Entre altos e baixos em setores da economia, o município tem encontrado na instalação de indústrias as perspectivas para a geração de emprego e renda para a população.
Em 2009, Nova Andradina viveu o que foi considerado um de seus piores momentos. O fechamento do frigorífico Independência, que empregava aproximadamente 1.700 trabalhadores, assustou a classe política, mas também obrigou o município a repensar diferentes fontes de renda e, consequentemente, fortalecer o comércio local.
Dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) demonstram que, mesmo com a desativação do frigorífico, a cidade manteve saldo positivo. Em 2009, foram registrados 6.805 admissões e 6.670 demissões, um saldo de 135 empregos gerados no município.
O cenário não foi diferente nos anos seguintes. Em 2010 foram criados 219 novos postos de trabalho e, em 2011, o total foi de 1.215. De outubro de 2011 a outubro de 2012, foram admitidos 8.610 trabalhadores, enquanto as demissões somaram 8.217, um saldo positivo de 393 empregos. Os setores que mais admitiram foram indústria de transformação e comércio, com 4.873 e 1.686 admissões, respectivamente, segundo informa o jornal Novanews.
Neste contexto, a reativação da planta frigorífica do Independência pelo grupo JBS, juntamente com a expansão de empresas locais e a instalação de novas, como a multinacional argentina Polimex, possibilitou o setor industrial assumir papel estratégico para o desenvolvimento do município e também do Estado.