A Sanesul concluiu ontem (4) os trabalhos de troca da bomba do poção e regularizou o funcionamento do centro de reservação de água do sistema Creche, em Ponta Porã, que voltou a receber a água produzida durante a noite e a produção já está normalizada. Após a substituição, a vazão do poço teve um acréscimo de 30 m³/h.
Os serviços para troca da bomba iniciaram no dia 28 de janeiro, quando uma equipe da Sanesul de Campo Grande foi até Ponta Porã após a detecção da falha do equipamento. Durante cinco dias, os técnicos da Sanesul fizeram a retirada da bomba e da tubulação edutora. Os trabalhos contaram ainda com o apoio da equipe da Sanesul de Ponta Porã e de duas empresas terceirizadas que deram suporte.
Na sexta-feira (1), a equipe deu início à instalação do novo equipamento. A bomba foi instalada a 331 metros de profundidade. O poção tem 600 metros de profundidade e é responsável por produzir mais de 30% de toda a água consumida em Ponta Porã, o equivalente a 250 mil litros por hora.
Os trabalhos consistiram na retirada, com o auxílio de um guindaste, do motor, de 108 edutores e da bomba, seguidos da instalação da nova bomba, dos edutores e de um novo motor. Foram trocados ainda o conjunto girante da coluna e a caixa de mancal.
Enquanto os serviços foram realizados, a equipe da central de controle operacional da Sanesul de Ponta Porã fez o controle dos níveis dos reservatórios, indicando as manobras que deveriam ser feitas para que a população sentisse o mínimo possível a falta do produto.
De acordo com o gerente regional Ubirajara Marcheti, que esteve à frente dos trabalhos, os serviços foram bem sucedidos e ocorreram no prazo estimado. Ubirajara informou que o investimento da Sanesul para recuperar o sistema e garantir água para toda a cidade foi de aproximadamente R$ 380 mil. “Nesse valor estão incluídos o aluguel do guindaste, o suporte técnico da empresa especializada, a bomba, o mancal e o motor recuperado, entre outros”, explica Ubirajara.
O presidente da Sanesul, José Carlos Barbosa, esteve no município na sexta-feira para acompanhar de perto os trabalhos. José Carlos ressaltou que o sucesso e rapidez na finalização dos serviços só foi possível porque a Sanesul mantém em estoque bomba e motor para o sistema. Um conjunto moto-bomba completo desse porte está avaliado em R$ 5 milhões. A Sanesul reutilizou boa parte do conjunto, que estava em bom estado. E os equipamentos que precisaram ser substituídos custam em torno de R$ 2,5 milhões do total do conjunto.
“Além disso, pudemos contar com a experiência e agilidade de toda a equipe técnica da Sanesul, que não mediu esforços para que a substituição ocorresse o mais rápido possível, minorando os efeitos da falta de produção com manobras no sistema”, salientou.
A bomba e o motor retirados foram encaminhados para empresas especializadas em recuperação de equipamentos de grande porte. Assim que retornarem, serão encaminhados novamente para Ponta Porã como equipamentos reserva. “É assim que a Sanesul garante que todos os sistemas espalhados pelas 123 localidades atendidas tenham a certeza de que não ficarão sem esse precioso líquido”, finalizou o presidente da Sanesul.