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Profissionais cobram solução para a morte de Rocaro em Ponta Porã

13 de fevereiro 2013 - 14h46 Por Redação Douranews
Profissionais cobram solução para a morte de Rocaro em Ponta Porã

Cerca de 70 profissionais de todos os veículos de comunicação de Ponta Porã e também de Dourados reuniram-se na manhã de hoje (13), no Clube de Imprensa da cidade, para protestar contra a omissão das autoridades policiais da fronteira no dia em que completa um ano do assassinato do jornalista Paulo Rocaro, fundador e primeiro presidente do Clube.

“Em nossa região, todo mundo fica com um pé atrás ao fazer um trabalho imparcial. A gente analisa até com certo receio a publicação de algumas matérias e esse manifesto é uma tentativa de se chegar a elucidação do crime e para que nós, da imprensa, possamos trabalhar com mais tranquilidade na nossa profissão”, informou um dos participantes, o jornalista Giovane César.

O filho de Rocaro, o publicitário Maicon Rodrigues, falando em nome da família disse: “A gente fica preocupado, com um sentimento de insegurança, a gente luta pra que a verdade seja dita e é complicado quando a gente vê as autoridades dando desculpas, se omitindo, a gente corre atrás e cobra as autoridades e o momento é difícil mesmo”.

“Existe muitas vertentes que motivaram a morte do Paulo, mas de todas elas, o cunho político desapareceu diante das informações que a polícia repassou e estamos aguardando agora a conclusão do inquérito e segundo consta será uma grande surpresa para todo mundo”, informou o jornalista Edmondo Tazza, que substitui Rocaro no comando do jornal Mercosulnews.

Em seguida, todos os profissionais da imprensa se dirigiram até a sede do primeiro DP onde foram recebidos pelo delegado Ademilson Roller. O jornalista Edmondo Tazza entregou ao delegado um carta onde todos os profissionais cobram informações da Policia Civil que é o órgão responsável pelo inquérito que apura a morte de Paulo Rocaro. O delegado informou que o inquérito está em fase final, sendo que foi pedido um novo prazo para a sua conclusão que deverá ocorrer até o final do mês de março.

Da delegacia, foi organizada uma carreata que percorreu a rua Baltazar Saldanha e a avenida Brasil até o local do homicídio, nas proximidades do Hotel Frontier, em frente ao Parque dos Ervais. Ali foi construído um totem alusivo à vida e ao trabalho do profissional, assassinado aos 51 anos de idade. Devido ao mal tempo a obra não pode ser concluída, mas em cima do totem haverá uma estátua de uma gaivota pantaneira, obra do artista Anizio, responsavel pelas obras de artes que estão na Câmara de Vereadores.

Os vereadores Adãozinho Dauzacker (PT), César Mattoso (PTdoB), Roni Lino (PSDB) e Otaviano Cardoso (PR) também participaram da manifestação nesta manhã.