O procurador do MPF (Ministério Público Federal) em Dourados, Marco Antônio Delfino de Almeida, pediu, ontem (16), a suspensão da ordem de reintegração de posse da fazenda Santa Maria em Caarapó. Indígenas invadiram a propriedade no dia 18 de fevereiro e a ordem para que deixassem o local foi dada na sexta-feira (12) pela juíza da 2ª Vara da Justiça Federal de Dourados, Raquel Domingues do Amaral Corniglion.
A área foi ocupada por indígenas da comunidade Teyikue depois que o dono do local, de 61 anos, confessou o assassinato de um jovem indígena de 15 anos. O crime aconteceu na fazenda do suspeito no dia 17 de fevereiro e o corpo do jovem foi enterrado pelos guarani-kaiwá em uma estrada da propriedade.
A Justiça determinou que os indígenas saiam da fazenda no prazo de 10 dias e que a Funai (Fundação Nacional do Índio) exume e transporte o corpo do índio para um cemitério na aldeia. Em caso de descumprimento, a Funai deverá pagar uma multa de R$ 100 mil por dia.
Segundo a assessoria do MPF, enquanto o recurso de embargo não for julgado, o prazo estipulado pela justiça não tem valor e os indígenas permanecem na fazenda. Caso a justiça não reconheça o recurso, os 10 dias voltam a ser contados.