As principais ruas de Campo Grande foram tomadas por ‘um mar de bandeiras’ dos movimentos sociais e sindicais de Mato Grosso do Sul, no manifesto da classe trabalhadora, na manhã desta quinta-feira (11), informa notícia distribuída pela assessoria da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul) que levou para a marcha cerca de 10 mil trabalhadores em educação de todo o Estado, organizados pelos Sindicatos municipais filiados.
A educação pública de MS reforçou as bandeiras de luta como os 10% do PIB (Produto Interno Bruto) para a educação, pela aprovação do PNE (Plano Nacional de Educação), pela valorização profissional, por mais infraestrutura nas escolas públicas, pela destinação dos royalties do petróleo para a educação, pela Lei do Piso Salarial Nacional e por 1/3 de hora-atividade para o planejamento de aulas.
De acordo com o presidente da Fetems, Roberto Magno Botareli Cesar, os trabalhadores brasileiros se organizaram e mostraram para toda a sociedade, para os poderes constituídos, que a classe trabalhadora que sempre esteve nas ruas deste país continuará lutando pelos seus direitos. “Quem disse que a classe trabalhadora deste país não teria coragem de sair às ruas mostrando que tem lado, que tem bandeira, comprovamos o contrário, provamos que a democracia venceu no nosso Brasil. Hoje em Mato Grosso do Sul mais de 20 mil trabalhadores, trabalhadoras, povo do campo, da cidade, indígenas, estudantes, tomaram as principais ruas da capital morena e mostraram a nossa força, nosso valor e que quem sempre esteve nas ruas, sempre estará”, afirma.
Para a vice-presidente da Internacional da Educação e secretária de relações internacionais da CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação), Fátima Silva, que é sul-mato-grossense, ex-presidente da Fetems e esteve na mobilização em Campo Grande, o movimento de Mato Grosso do Sul com certeza foi um dos maiores do Brasil e mostra a força do movimento sindical do estado. “O nosso Mato Grosso do Sul mais uma vez faz bonito nacionalmente, os nossos movimentos sociais, sindicais, as centrais que representam os trabalhadores, mostraram para o Brasil que o trabalhador é organizado, é de luta e que principalmente respeita e conhece o trabalho e a representatividade das entidades. O movimento foi lindo e com certeza pautou as nossas reivindicações”, disse.
Segundo o presidente da CUT/MS (Central Única dos Trabalhadores de Mato Grosso do Sul), central à qual a Fetems é filiada, o movimento superou as expectativas no Estado. “Nós estávamos pensando que haveria cerca de 15 mil pessoas nas ruas hoje e já temos as estimativas que as forças policiais calculam cerca de 20 a 30 mil, com certeza superamos as nossas expectativas e conseguimos mostrar para toda a sociedade que a unidade da classe trabalhadora é capaz de sair as ruas e lutar pelos nossos direitos sempre. Agora queremos que o Congresso Nacional ouça as vozes das ruas e coloque em pauta as nossas reivindicações”, ressalta.
Além das pautas da educação, os trabalhadores de diversas categorias também reivindicaram pela Redução da Jornada de Trabalho para 40 horas semanais, sem redução de salários; Fim do fator previdenciário; 10% do Orçamento da União para a Saúde; Transporte público e de qualidade; Valorização das Aposentadorias; Reforma Agrária; Retomada das Terras Indígenas; Suspensão dos Leilões de Petróleo; Contra o PL 4330, sobre Terceirização; Pela Democratização da Comunicação e pela Reforma Política.