Advogados, prefeitos, estudantes, servidores públicos e representantes de 25 entidades realizaram uma passeata nesta quinta-feira (25) em Campo Grande. Pelo menos 700 pessoas, segundo estimativa da Polícia Militar, participaram do ato. O protesto foi contra a morosidade da justiça estadual, a impunidade, transparência nas contas públicas, combate a corrupção, combate ao tráfico de influência, a demora na solução de crimes de pistolagem e o fechamento de comarcas no interior de Mato Grosso do Sul.
O movimento foi organizado pela Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso do Sul. Os participantes saíram em caminhada às 16h45 (de MS) em frente do prédio do órgão até o Tribunal de Justiça, pela avenida Mato Grosso. No local, diante dos manifestantes, o presidente da seccional, Júlio Cezar Souza Rodrigues, leu pontos da carta que traz as reivindicações. Em seguida, o documento foi entregue ao presidente do judiciário, desembargador Joenildo Souza Chaves, que recebeu os integrantes do movimento no saguão do Tribunal.
“Não temos dinheiro sobrando”, disse Chaves na contramão do posicionamento da OAB, que diz ter um estudo do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) apontando que o TJ-MS tem orçamento superavitário para demonstrar que não há empecilhos financeiros para fechamento de comarcas.
O presidente da OAB-MS disse que o relatório entregue pelo presidente será analisado e comparado com o estudo do Dieese. Ele também afirmou que, com a recepção das entidades pelo presidente do judiciário, a intenção do movimento foi alcançada nesta quinta. “Nossa luta não vai parar aqui”, disse diante dos manifestantes.
Interior

Angeliquense José Carlos Barbosa reforça movimento no Município
Nos municípios do interior, manifestações também foram realizadas, nas cidades que estão ameaçadas de perderem a comarca. Em Angélica, a população também saiu às ruas. Prefeito e vereadores, advogados da região afetada e populares pediram, em passeata, a permanência do espaço de atendimento jurídico na cidade. O presidente da Sanesul, José Carlos Barbosa, que é natural de Angélica, reforçou o movimento e comentou que "o fechamento da nossa comarca seria uma grande perda".