Parentes e amigos da adolescente Luana Vieira Gregório, 15 anos, que morreu após ser esfaqueada durante uma briga na frente de uma escola em Campo Grande, fizeram um protesto na praça Ary Coelho, nesta sexta-feira (13). A mãe da adolescente, Katiúscia Rosa Vieira, 31 anos, disse ao G1 que o grupo pede paz nas escolas e justiça, para que o caso não fique impune.
O caso aconteceu na rua da escola em que a garota estudava, na Vila Bordon. Segundo a Polícia Militar (PM), a suspeita, de 16 anos, teria começado a briga alegando que a menina estava com um perfume que causava alergia a ela. No dia da confusão, a escola confirmou ao G1 que a suspeita da agressão é aluna do local e estudava na mesma sala que a vítima.
Katiúscia insiste que quem queria matar a filha era maior de idade, já que, segundo ela, a jovem já havia ameaçado Luana de morte. Ela questiona o fato de as jovens não terem se apresentado à polícia. “Eu me apresentaria se não devesse”, disse.
Um vídeo divulgado pela Polícia Civil mostra Luana agredindo a suspeita e depois brigando com uma garota que seria maior de idade, que segura um objeto. Um professor também aparece no vídeo.
Ainda de acordo com Katiúscia, a filha errou em ter batido na suspeita. “A Luana estava brigando daquela maneira que não tem explicação, em momento algum eu apoio a atitude dela”, disse, acrescentando ainda que a briga não era motivo para o assassinato. “Não tem motivo nenhum para tirar a vida de outra [pessoa]”.
Em relação a atitude do professor, a mãe da jovem questiona o fato de ele estar no local olhando a confusão. “Ele estava gostando daquilo? Estava participando? Ele deveria intervir quando começou a briga”, disse, acrescentando que vai buscar orientação sobre o que pode ser feito contra ele.