O Procurador da República, Rodrigo Timóteo da Costa e Silva acatou o pedido de providências solicitado pelo deputado Geraldo Resende (PMDB) e a vereadora Luiza Ribeiro (PPS) e decidiu instaurar procedimento administrativo, visando adotar todas as medidas possíveis e necessárias, judiciais e extrajudiciais, no intuito de apurar possíveis irregularidades consistentes da demora considerada injustificada na execução das obras de ampliação e aquisição de equipamentos para o Hospital Dia, vinculado ao Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian, em Campo Grande, O Ministério da Saúde havia liberado, segundo os autores, através do Fundo Nacional de Saúde, R$ 206,2mil referente à primeira parcela do montante de R$ 1,7 milhão, garantido pela emenda do deputado, em maio deste ano.
“Enviamos 39 ofícios nos últimos cinco anos para a direção do Hospital Universitário e para a reitoria da UFMS. Tivemos que protocolar uma representação no MPF (Ministério Público Federal) para a execução da obra de ampliação e a aquisição de materiais permanentes de uma unidade de saúde de fundamental importância”, argumentam os políticos.
O Hospital Dia atende pacientes com doenças infectocontagiosas, incluindo pacientes com Aids e a partir dessa ação do MPF espera-se que as melhorias sejam efetivadas.
Para vereadora Luiza Ribeiro, a decisão do Ministério Público Federal busca zelar e conservar o patrimônio público e social. “Seis meses após a liberação da primeira parcela dos recursos, a UFMS ainda não venceu os tramites burocráticos para que o projeto de ampliação e aquisição de equipamentos comece a ser executado, atrasando assim o atendimento das pessoas e deixando de salvar vidas”, afirma a vereadora.