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Mais de 7 mil pessoas vivem em favelas em MS, aponta IBGE

07 de novembro 2013 - 10h15 Por Redação Douranews
Mais de 7 mil pessoas vivem em favelas em MS, aponta IBGE

Mato Grosso do Sul possui 7249 pessoas que vivem em oito favelas, segundo dados divulgados, nesta quarta-feira (6), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no “Censo Demográfico 2010 – Aglomerados Subnormais – Informações Territoriais”.

São três aglomerados subnormais, como define o órgão, em Campo Grande e outros cinco em Corumbá. O número é o terceiro mais baixo entre os estados da federação, atrás apenas de Tocantins (6) e Roraima (3). A média é de 3,9 moradores em domicílios particulares ocupados em MS.

Entre os residentes nestes locais, 1482 estão na capital sul-mato-grossense, divididos em 463 domicílios, e 5767 em Corumbá, distribuídos em 1416 unidades habitacionais.

Segundo o estudo, as favelas em Campo Grande são: Alta Tensão, bairro Moreninhas, com 170 domicílios e 521 moradores; Dom Antônio, conhecido como Cidade de Deus, com 164 domicílios e 492 moradores, e Vila Nossa Senhora Aparecida com 129 casas e 469 pessoas.

Em Corumbá, ainda conforme o censo, as favelas são: Havaí, com 605 domicílios e 2513 moradores; Jatobá com 76 unidades habitacionais e 280 pessoas; Loteamento Pantanal com 307 residências e 1199 pessoas; Tiradentes com 174 domicílios e 766 moradores e Vulcano com 254 casas e 1009 residentes.

Condições de vida
A pesquisa também analisou condições básicas em que as pessoas vivem nos aglomerados subnormais em Mato Grosso do Sul. Em relação ao esgotamento sanitário, o estado apresentava a proporção mais baixa no Centro Oeste de domicílios abastecidos em condições adequadas: 27,3%. Em Corumbá, 33 unidades habitacionais não possuíam banheiro ou sanitário.

Já o percentual de domicílios com destino do lixo adequado é de 92,6%. Ainda de acordo com o censo, o percentual de unidades habitacionais com energia elétrica adequada é de 77,4%, no entanto, 23 casas não tinham luz.

Conforme o levantamento, o percentual de domicílios com abastecimento de água adequado é de 96,8%. O censo também apontou que 1.647 residências nas favelas eram ligadas à rede geral de distribuição.