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Grupo faz passeata em MS pelo fim da impunidade em crimes no trânsito

09 de novembro 2013 - 12h30 Por Redação Douranews
Grupo faz passeata em MS pelo fim da impunidade em crimes no trânsito

Um grupo de pessoas que perderam familiares e amigos em acidentes de trânsito fizeram uma passeata, na manhã deste sábado (9), em Campo Grande. A manifestação foi organizado por familiares do policial militar Gilliard Félix da Silva, 31 anos, que morreu após acidente em abril de 2013. O objetivo é coletar assinaturas para a campanha 'Não foi Acidente', que pretende modificar algumas leis de trânsito. Segundo a Polícia Militar, cerca de 100 pessoas participaram do protesto.

A mãe de criação do policial, Maria de Fátima da Silva, 48 anos, disse ao G1 que o acidente ocorreu no dia 25 de março. Silva conduzia um carro na BR-163 quando uma caminhonete invadiu a pista contrária e colidiu com o seu veículo. Ele morreu na Santa Casa no dia 4 de abril. O condutor da caminhonete estava embriagado e chegou a ser preso, mas foi solto devido a um habeas corpus.

"Estamos buscando justiça. Ele [o suspeito] está solto e nós estamos sem o Gilliard.  Ele não matou só o Gilliard, ele matou cinco pessoas da família", afirmou Maria de Fátima.

A jornalista Aline Peixoto, que é prima da vítima, organizou a passeata e convidou pessoas que também perderam familiares em acidentes de trânsito. "Eu tive a ideia porque um amigo me apresentou o site da campanha. Resolvemos fazer [a passeata] para que as famílias possam lutar pelos seus direitos", explicou.

A professora Andrea Ferraz Oliver, 47 anos, perdeu o irmão caçula em um acidente em Camapuã, em 2012. Ela disse que um caminhão invadiu a pista e colidiu com a vítima. "Ele foi indiciado por homicídio culposo. Nem ao menos nos procurou, o julgamento é lento", contou.

Os manifestantes se reuniram na Praça do Rádio Clube e percorreram a avenida Afonso Pena, a rua 14 de Julho, a rua Barão do Rio Branco e retornaram à praça, onde ficaram para recolher assinaturas para a campanha. O Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran) interditou duas faixas das vias conforme os manifestantes passavam.