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Em MS, diretora diz que autorizou compra de gás sem ler 'detalhes'

20 de novembro 2013 - 11h30 Por G1 MS
Em MS, diretora diz que autorizou compra de gás sem ler 'detalhes'

Em depoimento na tarde desta terça-feira (19) à Comissão Processante criada pela Câmara Municipal de Campo Grande para apurar possíveis irregularidades em contratações emergenciais feitas pela Prefeitura, a diretora-presidente da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), Kátia Maria Moraes Castilho afirmou que autorizou compra emergencial de gás sem devida leitura do documento. “Eu confesso que não li com detalhes disse”.

Para o advogado do prefeito Alcides Bernal (PP), Jesus de Oliveira Sobrinho, os vereadores da comissão “tem agido como acusadores”. “Eles não aceitam o que as testemunhas dizem. Estão pressionando”, declara. Bernal entrou com recurso no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJ-MS) para suspender os trabalhos da Comissão.

Kátia foi a segunda testemunha de defesa, a prestar depoimento nesta tarde. Antes dela foi ouvido o secretário municipal de Sáude, Ivandro Fonseca, e depois, a secretária municipal de Políticas e Ações Sociais e Cidadania, Thais Helena Vieira Rosa Gomes. Foram três horas de depoimentos.

Ivandro foi questionado sobre o contrato emergencial com a Mega Serv, que faz limpeza em unidades de saúde. Ele explica que foi necessário porque auditoria da secretaria constatou superfaturamento na contratação da empresa anterior e esta também, segundo ele, não cumpria protocolo determinado pela vigilância sanitária. Fonseca afirma ainda que houve economia aos cofres públicos.

À diretora da Agetran, os parlamentares pediram explicações sobre a compra emergencial de seis botijões de gás para 60 dias, sendo que a Agência comprava apenas dois para igual período. A compra foi feita da Jás Gás. “Concordei com a compra. Eu confesso que não li com detalhes. Eu vi o preço, era o menor preço”, diz Kátia.

A responsável pela Agetran justificou a falta de leitura ao documento, comprando seis ao invés de dois botijões, devido ao valor da compra. “R$ 260 arredondando não chama atenção para olhar com olhos de lupa”.

Última a falar, a vereadora licenciada Thais Helena declara que comprou 340 botijão de gás da Jás Gás e alimentos da Salute, ambas aquisições em situações emergenciais, para que não fossem prejudicadas refeições nas unidades atendidas pela pasta.

A secretaria fala também que se for levado em consideração o valor de R$ 20.789,525,88 que serão pagos a 12 empresas durante 12 meses da validade do contrato da licitação para fornecimento de alimentos, com o emergencial foram economizados cerca de R$ 933 mil no trimestre que vigorou.