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Frigorífico em MS deve pagar R$ 5 milhões por acidente com 4 mortes

10 de dezembro 2013 - 17h00 Por Redação Douranews
Frigorífico em MS deve pagar R$ 5 milhões por acidente com 4 mortes

O frigorífico Marfrig terá que pagar R$ 5 milhões em indenização coletiva e também adequar a unidade de Bataguassu, município que fica a 335 quilômetros de Campo Grande, às normas de segurança do trabalho.

Ao G1, a assessoria de imprensa disse estar verificando o assunto e não deu retorno até a publicação desta reportagem.

As obrigações resultam de acordo judicial feito na ação proposta pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) devido ao acidente que resultou em quatro mortes e 28 pessoas intoxicadas, no dia 31 de janeiro de 2012.

De acordo com divulgado pelo MPT nessa segunda-feira (9), pelo acordo assinado na sexta-feira (6), a empresa terá que pagar a indenização em cinco parcelas anuais de R$ 1 milhão. Os valores serão destinados a projetos a serem definidos conjuntamente pelo Poder Judiciário Estadual e pelo MPT.

Ainda segundo o Ministério Público, o frigorífico terá que implementar medidas de proteção coletiva e individual, fazer monitoramento dos riscos, sinalização de segurança e instalar alarme de emergência.

Pelo acordo, cabe também ao Marfrig, implementar treinamentos, inspeções periódicas, adoção de medidas de prevenção de incêndios, entre outras. O descumprimento das obrigações acarretará multa.

O acidente
Houve vazamento de gás no momento em que um caminhão descarregava produto químico, no curtume.  O gás sulfídrico intoxicou 32 pessoas, matando quatro delas.

Nove pessoas foram indiciadas pela Polícia Civil por homicídio culposo, quando não há a intenção de matar, e pelo crime ambiental de poluição.

O MPT fez inspeções na unidade e foram verificadas irregularidades quantos às normas de saúde e segurança de grave risco à vida e à integridade física dos 108 trabalhadores do local à época.

De acordo com o laudo pericial do MPT, houve falhas da sinalização de segurança, e nas orientações quanto aos procedimentos formais, medidas de proteção coletiva relacionadas à prevenção de acidentes, não implementação das medidas de controle de proteção coletiva e individuais, entre outras irregularidades.