Buscar quarta-feira, 2 de setembro de 2026
(67) 99913-8196
Dourados
17°C
Cidades

Menino diz que sofria estupros há dois anos em escola da Capital

11 de abril 2014 - 19h00 Por Campo Grande News
Menino diz que sofria estupros há dois anos em escola da Capital

Um menino de 10 anos, estuprado por colegas na Escola Municipal Consulesa Margarida Maksoud Trad, disse que vem sofrendo violência sexual há pelo menos dois anos. Os abusos começaram quando a vítima tinha oito anos de idade e sempre ocorriam nos banheiros do colégio. O caso ocorreu esta semana no bairro Estrela Dalva, em Campo Grande.

Os suspeitos de cometerem as agressões sexuais, três garotos de 13, 14 e 15 anos, também prestaram informações preliminares à delegada Aline Lopes, da Deaij (Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude). Eles negam as acusações.

Conforme a delegada, em conversa preliminar, a vítima disse que era trancada no banheiro com os três garotos. Enquanto o primeiro vigiava a porta, cuidando a aproximação de outras pessoas, o segundo segurava a vítima e o terceiro enfiava os dedos no ânus dela. Os três se revezavam nessas ações, segundo a autoridade.

A violência sexual sofrida pelo garoto de 10 anos foi descoberta quarta-feira (9), data do último estupro. Conforme a família da vítima, o jovem nunca relatou nenhum episódio de violência.

Depois de mais uma sequência de abusos, o jovem sentiu dores e coceiras no ânus. Ele pediu ajuda para a mãe, que decidiu levá-lo ao posto de saúde. Na unidade, a médica fez exames iniciais e constatou a existência de duas fissuras na região anal.

O laudo preliminar da profissional foi emitido dizendo que o paciente era vítima de violência sexual e precisava passar por exames mais detalhados. Diante disso, a mãe foi com a criança à escola para conversar com a diretora.

A informação do estupro vazou no colégio e causou muita confusão. Diversas mães foram ao local, revoltadas, para tirarem seus filhos do prédio. Após isso, a polícia foi acionada e apreendeu os três suspeitos, apontados pela vítima.