Um menino de 10 anos, estuprado por colegas na Escola Municipal Consulesa Margarida Maksoud Trad, disse que vem sofrendo violência sexual há pelo menos dois anos. Os abusos começaram quando a vítima tinha oito anos de idade e sempre ocorriam nos banheiros do colégio. O caso ocorreu esta semana no bairro Estrela Dalva, em Campo Grande.
Os suspeitos de cometerem as agressões sexuais, três garotos de 13, 14 e 15 anos, também prestaram informações preliminares à delegada Aline Lopes, da Deaij (Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude). Eles negam as acusações.
Conforme a delegada, em conversa preliminar, a vítima disse que era trancada no banheiro com os três garotos. Enquanto o primeiro vigiava a porta, cuidando a aproximação de outras pessoas, o segundo segurava a vítima e o terceiro enfiava os dedos no ânus dela. Os três se revezavam nessas ações, segundo a autoridade.
A violência sexual sofrida pelo garoto de 10 anos foi descoberta quarta-feira (9), data do último estupro. Conforme a família da vítima, o jovem nunca relatou nenhum episódio de violência.
Depois de mais uma sequência de abusos, o jovem sentiu dores e coceiras no ânus. Ele pediu ajuda para a mãe, que decidiu levá-lo ao posto de saúde. Na unidade, a médica fez exames iniciais e constatou a existência de duas fissuras na região anal.
O laudo preliminar da profissional foi emitido dizendo que o paciente era vítima de violência sexual e precisava passar por exames mais detalhados. Diante disso, a mãe foi com a criança à escola para conversar com a diretora.
A informação do estupro vazou no colégio e causou muita confusão. Diversas mães foram ao local, revoltadas, para tirarem seus filhos do prédio. Após isso, a polícia foi acionada e apreendeu os três suspeitos, apontados pela vítima.