O número de casos de infecção pelo vírus HIV em Mato Grosso do Sul cresceu 144,5% em nove anos. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES), em 2005, o estado registrou 184 notificações; em 2013, foram 450 casos. O ano de 2012 foi o que teve maior número de casos confirmados, 488.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), somente em Campo Grande, 2,8 mil pessoas são portadoras do HIV e outras 9 mil desconhecem que têm o vírus, fato que chama a atenção das autoridades de Saúde.
Por mês, o Hospital Universitário (HU) e o Centro Especializado em Tratamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias (Cedip) de Campo Grande, que são referências no assunto, realizam três mil atendimentos.
A enfermeira Katiucha Mendes de Menezes explica que o teste é prático e o resultado fica pronto em 15 minutos.
A coordenadora técnica do Centro de Triagem e Acompanhamento de Campo Grande, Rosângela Dobbro, relata que, no passado, o coquetel para o tratamento da doença era composto por até 20 comprimidos. Hoje, esse número foi reduzido para quatro e há expectativa de que esse número seja reduzido para apenas um comprimido. A expectativa de vida para quem é portador do vírus HIV é de 30 anos, em média.