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Professores de Amambai ameaçam não terminar ano letivo

30 de setembro 2014 - 17h07 Por Redação Douranews
Professores de Amambai ameaçam não terminar ano letivo

Os trabalhadores na Reme (Rede Municipal de Ensino) de Amambai poderão não iniciar as aulas no próximo ano letivo ou mesmo não encerrar o ano letivo de 2014. O anúncio foi feito pela direção do Simted de Amambai (Sindicato Municipal dos Trabalhadores na Educação), depois que a professora Olga Tobias Mariano, presidente da entidade, denunciou a Prefeitura por não estar cumprindo a Lei do Piso Nacional e ainda se negar a negociar.

“A prefeitura não tem atendido ao pedido de audiências feito pelo sindicato e nem acenado para o cumprimento das reivindicações já apresentadas pela categoria”, critica. Ainda de acordo com a presidente do Simted, o prefeito não tem demonstrado o menor interesse em dialogar com a categoria. “Já encaminhamos diversos ofícios ao executivo e ele não tem manifestado disposição em receber a diretoria do sindicato”, lamenta Olga. “A única resposta que nos deu foi que não tem nenhuma proposta formulada”, disse.

Entre as principais reivindicações apresentadas pela categoria está o cumprimento da Lei Federal número 11.738/08, a chamada Lei Piso, a partir do dia 1º de janeiro, com correção do piso conforme índice do MEC (Ministério da Educação) e o estabelecimento de uma política de valorização dos profissionais da educação com crescimento progressivo até chegar no piso nacional da categoria para 20h/aula.

“Isso é o que queremos, pois nossos salários vêm sofrendo um achatamento há muito tempo. A prefeitura não está considerando nosso PCC. O aumento, que ocorre em março, é o do índice geral, para todos os servidores, não está cumprindo o índice da Educação”, critica.

Outro lado

A secretária municipal de Educação, professora Vera Lorensetti, afirma que o executivo municipal está fazendo levantamento dos recursos disponíveis para a educação e que uma proposta será elaborada pela administração. “Estamos abertos a negociação com o sindicato. No momento, estamos estudando criteriosamente os números para formatar uma proposta que será apresentada a categoria dos trabalhadores na educação”, diz a secretária.