Equipes da Força Nacional estão em Caarapó aguardando uma liminar para entrarem em uma propriedade rural invadida por cerca de 50 indígenas na manhã de domingo (7), segundo informa o jornal Caaraponews. Por ouro lado, lideranças das comunidades guarani/kaiowá alegam terem sido atacados por grupos armados ocupando pelo menos 50 caminhonetes na tarde desta segunda-feira (8), segundo relata o cacique Dionedison.
De acordo com o jornal de Caarapó, os índios receberam reforços de grupos de Dourados e cidades vizinhas que se instalaram próximo à fazenda Nossa Senhora Aparecida, no local conhecido como “Toca do Jacaré”, que é chamado pelos indígenas de “Tey Juçu” (Aquilo que sempre foi) e que, segundo eles, pertencem à totalidade da Tekoha Guaçu (ou Grande território) que se estende para além da aldeia Tey Kue.
O proprietário da fazenda, Ademir Bachi, que planta soja no local, diz ter sido alvo de uma emboscada na tarde de domingo, juntamente com o vizinho e também produtor Olavo Caneppele e familiares. Eles afirmam ainda, segundo o Caaraponews, que foram até à propriedade nesta segunda-feira para ver como estava a situação e acabaram sendo recebidos à bala pelos indígenas, sendo que um dos disparos teria acertado de raspão uma caminhonete.
Com a chegada de mais produtores os indígenas recuaram e retornaram para o acampamento instalado na propriedade invadida. O cacique Dionedison afirmam que houve ofensiva por parte dos fazendeiros, armados e que há vítimas no local. Uma menina de 17 anos teria sido arrastada por uma caminhonete e ainda não há sinais do paradeiro dela, segundo o indígena.
Os Kaiowá reiteram que não deixarão o local. Eles decidiram esperar pela finalização dos estudos sobre o território na propriedade ao qual julgam ser deles por direito. A chegada de mais de 600 indígenas oriundos historicamente deste território é esperada pelo grupo Kaiowá, para os próximos dias. O clima é tenso na região.