Após o latrocínio [roubo seguido de morte] do casal Marco Antonio Duarte Landrin e Vilma Santana Toldato, de Maracaju, cujos corpos foram encontrados sábado (20), no distrito de Carumbé, a população de Itaporã está cobrando a instalação de um posto da PMR (Polícia Militar Rodoviária) na rodovia MS 157, entre os municípios de Itaporã e Maracaju, para inibir a ação de bandidos na rodovia.
De acordo com o jornal Itaporã Agora, inúmeros casos de moradores do município que são obrigados a utilizar a via durante o período noturno e foram vítimas de perseguições de possíveis assaltantes, reclamam que a PMR só aparece na MS 157 quando acontecem acidentes com morte, deixando o patrulhamento da rodovia a desejar, pois os relatos de ações criminosas entre Itaporã e Maracaju só aumentam.
Antes da tragédia com Marco Antonio Landrin e Vilma Toldato, que desapareceram no dia 15 de dezembro depois de saírem da casa do tio em Dourados com destino a Maracaju no veículo deles e que foi encontrado no dia seguinte totalmente incendiado, um outro caso, da servidora pública estadual Rosangela Melo, que passou por momentos de terror na MS 157 no sentido Maracaju-Itaporã ao retornar da escola Princesa Isabel, localizada no distrito de Santa Terezinha.
Em setembro, quando voltava para Itaporã, ao chegar no trevo, Rosangela percebeu que outro carro a seguia. “Eu vinha de Santa Terezinha, por volta das 23 horas, quando ao chegar à rodovia vi que vinha um carro na direção de Itaporã. Parei esperando o carro passar, mas ele simplesmente reduziu a velocidade e quando foi chegando perto apagou as luzes. No momento, acelerei com tudo e parti na direção de Itaporã, mas o carro acelerou também e acabou me podando e sumiu na escuridão”, relatou a jovem na época, segundo a publicação.
A servidora entrou em contato com a Polícia Militar de Itaporã e foi informada que a segurança na rodovia MS 157 pertence à PMR. “Eles disseram que até poderiam fazer alguma coisa se eu tivesse conseguido anotar a placa do carro, mas, na hora só pensava em fugir”, relatou, completando que até hoje só vai trabalhar com a companhia de um amigo. Agora, com a fatalidade ocorrida com o casal de Maracaju, só resta à população cobrar das autoridades competentes uma atitude em prol da segurança de todos os motoristas que transitam pela via, que recebe diariamente mais de 4 mil veículos, entre de passeio, utilitários, ônibus, caminhões e carretas.