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Agente penitenciário não era o alvo

20 de fevereiro 2015 - 16h41 Por Redação Douranews
Agente penitenciário não era o alvo

O agente penitenciário Carlos Augusto Queiroz de Mendonça, de 44 anos, morto a tiros no dia 11 de fevereiro, em Campo Grande, não era o alvo dos executores. De acordo com a Polícia Civil,  o atirador viu que o servidor não era quem deveria ser assassinado, mesmo assim decidiu pelo crime.

Conforme divulgado nesta sexta-feira (20), pela Polícia Civil, o homicídio foi esclarecido em 48 horas. Imagens das câmeras de segurança ajudaram a identificar o executor e a partir daí, a DEH (Delegacia Especializada de Homicídios) e Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros) com apoio do Agepen (Serviço de Inteligência da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) e chegaram aos outros cinco envolvidos. Todos presos.

As investigações apontam que dos seis suspeitos, quatro são internos do Estabelecimento Penal de Regime Aberto e Casa do Albergado, local onde a vítima trabalhava quando foi morta. Outro cumpria pena por tráfico de drogas e estava foragido e o último, era detento da Estabelecimento Penal de Segurança Máxima.

Planejado
Segundo a polícia, foi um interno da Casa do Albergado de 33 anos quem ordenou a execução. Ele teria um desentendimento com outro agente penitenciário, que seria o alvo do grupo. O suspeito então ligou para o presidiário da Máxima, de 31 anos, e juntos, planejaram o crime.

O mandante ordenou a outro preso do regime aberto, de 22 anos, que atirasse no servidor. Era do rapaz o revólver calibre 38 usado no crime e apreendido. Ele deixou a arma no estacionamento de outro interno do albergue, que fica a três quadras do local. O dono do comércio, de 44 anos, sabia do crime e também foi preso.

Execução de agente penitenciário em Campo Grande (Foto: Nadyenka Castro/ G1 MS)Capacete, mochila, calçados e camisa do executor
(Foto: Nadyenka Castro/ G1 MS)

 No dia do homicídio, os três saíram do presídio pela manhã. O mandante e o executor  voltaram em uma motocicleta e estacionaram o veículo em frente à unidade penal. O  jovem era o passageiro, desceu com capacete na cabeça e uma camisa envolta do  pescoço, entrou na cadeia e, mesmo vendo que o servidor alvo não estava ali, atirou em  Carlos Mendonça, matando-o no local.

 Ainda de acordo com a polícia, o mandante ficou na moto e portava outro revólver calibre  38. Após o crime, os dois fugiram. E foi outro interno da unidade de regime aberto quem  ajudou na fuga. Com o jovem de 21 anos foi encontrada a moto usada no crime e roupas  que o atirador usava. Ele chegou a esconder o veículo e o comparsa.

 Outro rapaz, de 25 anos, também foi preso por envolvimento no homicídio. Este já havia  sido presidiário e estava foragido.

 Investigação
A apuração sobre o caso ainda não terminou. Dois inquéritos, um no Garras e outro na DEH, ainda tramitam sobre o caso, em sigilo. Por enquanto, não há indícios de envolvimento de mais pessoas.

Crime
O agente penitenciário estava na portaria da unidade penal fazendo controle de saída de presos, que dormem no local e passam o dia fora, quando um homem encapuzado e com capacete entrou e, sem falar nada, atirou nele.

O servidor estava há 10 anos na Agepen e desde 2011 na unidade onde foi morto. Câmeras de segurança fizeram imagens dos suspeitos. A ação durou de 12 a 15 segundos.

Agente penitenciário é morto a tiros no Estabelecimento Penal de Regime Aberto e Casa do Albergado de Campo Grande MS (Foto: Nadyenka Castro/G1 MS)Agente penitenciário foi morto a tiros no Estabelecimento Penal de Regime
Aberto e Casa do Albergado de Campo Grande MS (Foto: Nadyenka Castro/G1 MS)